O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, visitou a Ucrânia nesta quinta-feira, 16, em sua primeira viagem ao país desde que assumiu o cargo em julho de 2023. Durante a visita, ele se reuniu com o presidente Volodymyr Zelensky para assinar um tratado de “Parceria de 100 anos”, que visa fortalecer os laços de segurança entre os […]
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, visitou a Ucrânia nesta quinta-feira, 16, em sua primeira viagem ao país desde que assumiu o cargo em julho de 2023. Durante a visita, ele se reuniu com o presidente Volodymyr Zelensky para assinar um tratado de “Parceria de 100 anos”, que visa fortalecer os laços de segurança entre os dois países, abrangendo áreas como defesa, ciência e energia. O acordo, que será apresentado ao parlamento britânico nas próximas semanas, inclui a colaboração em segurança marítima e um programa para rastrear grãos ucranianos roubados.
Starmer destacou que o Reino Unido já é um dos principais apoiadores militares da Ucrânia, tendo fornecido 12,8 bilhões de libras (aproximadamente R$ 78 bilhões) em ajuda desde a invasão russa em 2022. A visita ocorre em um momento crítico, com a incerteza sobre o futuro apoio dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump, que assume a presidência em 20 de janeiro. O premiê britânico enfatizou a importância de garantir a segurança da Ucrânia, especialmente diante da possibilidade de um cessar-fogo com a Rússia.
O Kremlin reagiu à nova parceria, considerando preocupante a ideia de bases militares britânicas na Ucrânia. O porta-voz Dmitry Peskov expressou que a cooperação do Reino Unido no Mar de Azov é vista negativamente, referindo-se ao mar como um “mar interno” da Rússia. Starmer, por sua vez, prometeu trabalhar com aliados para garantir a segurança de Kiev, ressaltando que a parceria não se limita ao presente, mas é um investimento para o futuro.
A guerra na Ucrânia, que já dura quase três anos, entrou em um momento crítico, com a Rússia intensificando seus ataques e a Ucrânia buscando recuperar território. Zelensky e Starmer discutiram também a proposta do presidente francês Emmanuel Macron de enviar tropas ocidentais para supervisionar um possível acordo de cessar-fogo, uma medida que Zelensky acredita ser essencial para a segurança do país no futuro.
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