Os ministros das Relações Exteriores de dez países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil, manifestaram “grave preocupação” com o anúncio de uma possível deportação em massa de imigrantes nos Estados Unidos. A declaração conjunta, divulgada na sexta-feira (17), não menciona diretamente um país, mas faz referência ao presidente eleito dos EUA, Donald […]
Os ministros das Relações Exteriores de dez países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil, manifestaram “grave preocupação” com o anúncio de uma possível deportação em massa de imigrantes nos Estados Unidos. A declaração conjunta, divulgada na sexta-feira (17), não menciona diretamente um país, mas faz referência ao presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que prometeu uma grande operação de deportação. A posse de Trump está marcada para segunda-feira (20).
O documento apela a todos os países do hemisfério para que atuem conforme o direito internacional e os direitos humanos, enfatizando a necessidade de uma abordagem humanista na gestão da imigração. A declaração ressalta que todos os imigrantes, independentemente de sua situação, possuem direitos fundamentais que devem ser respeitados e protegidos. Os países signatários, que incluem Brasil, México e Colômbia, comprometem-se a defender os direitos humanos dos imigrantes e a evitar sua criminalização.
Além disso, a declaração sugere a retomada das reuniões sobre migração da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para discutir propostas que abordem a questão migratória. O México, por meio de sua presidente Claudia Sheinbaum, convocou uma reunião regional sobre “Mobilidade Humana na Rota Norte do Continente”, buscando um espaço amplo para discutir a problemática da migração.
Na quinta-feira (16), representantes do México e de outros países da região iniciaram reuniões para coordenar estratégias de proteção aos migrantes nos EUA, em resposta às ameaças de deportação. A presidente Sheinbaum destacou a importância de cooperar com os países de origem para evitar a migração desordenada, afirmando que “as pessoas não migram por escolha, mas por necessidade.” Ela também mencionou que a prioridade em diálogos com o governo dos EUA será demonstrar a relevância dos mexicanos para a economia americana.
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