Organizações sindicais e de direitos humanos da Argentina, junto a entidades internacionais, enviaram declarações ao presidente Javier Milei e a outros membros do governo, condenando o desmantelamento de espaços de memória da ditadura. Um projeto de resolução foi apresentado no Congresso, solicitando que o ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, e o secretário de Direitos […]
Organizações sindicais e de direitos humanos da Argentina, junto a entidades internacionais, enviaram declarações ao presidente Javier Milei e a outros membros do governo, condenando o desmantelamento de espaços de memória da ditadura. Um projeto de resolução foi apresentado no Congresso, solicitando que o ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, e o secretário de Direitos Humanos, Alberto Baños, prestassem esclarecimentos sobre a degradação das políticas de memória e justiça.
O juiz Ariel Lijo determinou que o governo assegurasse pessoal para os espaços de memória, que são essenciais para a preservação da história e funcionam como centros culturais. A equipe de conservação do Centro de Memória Cultural Haroldo Conti foi reduzida, e Baños afirmou que o espaço não fechará, mas passará por uma reestruturação, mudando seu foco de programação.
Uma carta, assinada por centenas de artistas e acadêmicos, expressou repúdio às medidas do governo que visam o fechamento de centros de memória e a demissão de mais de dois mil trabalhadores. O documento destaca a importância da cultura e da memória coletiva para a identidade nacional, pedindo respeito às ideias divergentes e à preservação dos espaços de memória.
A situação ganhou repercussão internacional, com apoio de mais de 170 entidades brasileiras de direitos humanos e organizações de outros países, que enviaram cartas ao governo argentino. Baños respondeu a algumas dessas correspondências, reafirmando que os espaços de memória seriam mantidos de acordo com a legislação vigente.
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