Após uma série de deslocamentos, a estátua de Francisco Pizarro retornou ao centro de Lima, no Peru, onde havia sido removida devido ao seu papel na conquista violenta do Império Inca. A reinauguração do monumento, ocorrida na semana passada, coincidiu com o 490º aniversário da fundação da cidade, que Pizarro estabeleceu em 18 de janeiro […]
Após uma série de deslocamentos, a estátua de Francisco Pizarro retornou ao centro de Lima, no Peru, onde havia sido removida devido ao seu papel na conquista violenta do Império Inca. A reinauguração do monumento, ocorrida na semana passada, coincidiu com o 490º aniversário da fundação da cidade, que Pizarro estabeleceu em 18 de janeiro de 1535. A estátua foi reinstalada na Pasaje Santa Rosa, próxima à Plaza de Armas e à catedral que abriga os restos mortais de Pizarro.
O evento foi presidido pelo prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, e pela presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso. Durante a cerimônia, foi ressaltada a importância do retorno da estátua como um reconhecimento da história compartilhada entre Peru e Espanha. A realocação gerou reações diversas, com alguns considerando Pizarro um “pai” do Peru, enquanto outros o veem como um “usurpador” responsável pela colonização violenta.
Díaz Ayuso destacou que o evento representa um “reencontro” com o coração histórico de Lima. A estátua agora divide espaço com uma pedra cerimonial andina em homenagem a Taulichusco, um líder indígena local, simbolizando a reconciliação entre diferentes narrativas históricas. Pizarro liderou uma expedição ao Peru em 1531, capturando o imperador inca Ataualpa em novembro de 1532, o que levou à queda do Império Inca.
As forças de Pizarro ocuparam Cusco, a capital inca, em 1533, consolidando o domínio espanhol na região. Ele fundou Lima em 1535, que se tornou a capital do Vice-Reino do Peru e um centro significativo da administração colonial espanhola. As ações de Pizarro e a subsequente colonização tiveram um impacto profundo na história, cultura e demografia do Peru, estabelecendo as bases para o domínio espanhol que perdurou até a independência do país no século XIX.
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