No dia da posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 20 de janeiro de 2024, a Ku Klux Klan (KKK) distribuiu panfletos em várias cidades do Kentucky, incitando a expulsão de imigrantes. Os materiais apresentavam uma ilustração do Tio Sam agredindo uma família de cinco estrangeiros e continham instruções para “monitorar e rastrear” […]
No dia da posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 20 de janeiro de 2024, a Ku Klux Klan (KKK) distribuiu panfletos em várias cidades do Kentucky, incitando a expulsão de imigrantes. Os materiais apresentavam uma ilustração do Tio Sam agredindo uma família de cinco estrangeiros e continham instruções para “monitorar e rastrear” imigrantes, além de um convite para se juntar ao grupo. O número de contato fornecido estava fora de serviço na manhã de 22 de janeiro.
Esse ato ocorreu em um contexto de promessas de Trump para realizar “a maior deportação da história dos Estados Unidos”, com ordens executivas que incluem uma declaração de emergência na fronteira e o envio de militares. O presidente também encerrou um aplicativo de pedidos de asilo criado na administração anterior, criando um clima de medo entre os cerca de 11 milhões de imigrantes irregulares no país. A ICE, polícia de imigração, agora tem autorização para realizar operações em locais antes considerados sensíveis.
A distribuição dos panfletos gerou forte reação nas redes sociais, com moradores de Kentucky expressando indignação. A polícia de Ludlow classificou os folhetos como “perturbadores e repugnantes”, enquanto o prefeito de Fort Wright, Dave Hatter, condenou o que chamou de “lixo odioso”, afirmando que tal comportamento não seria tolerado. O chefe de polícia de Bellevue, Jon McClain, destacou que a situação era alarmante e não parecia coincidente com a posse de Trump.
Historicamente, a KKK surgiu no final dos anos 1860, buscando derrubar governos republicanos no sul dos Estados Unidos, utilizando violência contra líderes afro-americanos. Após um período de repressão, o grupo ressurgiu no início do século XX, adotando um traje branco e realizando rituais de queima de cruzes. Atualmente, é classificado como um grupo de ódio, com estimativas de 5 mil a 8 mil membros, que promovem crenças de supremacia e nacionalismo brancos.
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