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Milei enfrenta dois anos de espera para concretizar saída da Argentina do Mercosul

- Javier Milei busca saída do Mercosul para acordo com os EUA, mas enfrenta obstáculos. - A Argentina teve superávit de US$ 200 milhões com o Brasil em 2023. - Regras do Mercosul exigem dois anos de permanência após pedido de saída. - A saída pode isolar a Argentina na América Latina, complicando relações comerciais. - Histórico de ameaças de saída no bloco revela a fragilidade das alianças regionais.

A possibilidade de a Argentina deixar o Mercosul para buscar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, conforme declarado pelo presidente Javier Milei, enfrenta desafios significativos. O Mercosul é crucial para a economia argentina, que registrou um superávit de aproximadamente US$ 200 milhões com o Brasil em 2023. As regras atuais estipulam que, […]

A possibilidade de a Argentina deixar o Mercosul para buscar um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, conforme declarado pelo presidente Javier Milei, enfrenta desafios significativos. O Mercosul é crucial para a economia argentina, que registrou um superávit de aproximadamente US$ 200 milhões com o Brasil em 2023. As regras atuais estipulam que, ao solicitar a saída, um país deve permanecer na união aduaneira por dois anos antes de efetivar a saída, o que significa que, se Milei formalizar o pedido, a Argentina só poderá sair em 2027, último ano de seu mandato.

O Tratado de Assunção, que fundamenta o Mercosul, considera a saída como uma medida extrema. Historicamente, todos os membros do bloco já ameaçaram deixar a união, incluindo o Brasil, que, em 2019, sob a gestão de Paulo Guedes, cogitou essa possibilidade devido a divergências com o governo argentino sobre tarifas de importação. O Uruguai também manifestou interesse em sair, buscando acordos comerciais com países como os EUA e a China, mas sem sucesso até o momento.

Além disso, o Paraguai já anunciou a intenção de sair do Mercosul em 2012, mas permaneceu no bloco após ser readmitido. A Venezuela, por outro lado, foi suspensa em 2017 devido a violações democráticas. Um membro da equipe econômica do governo Lula afirmou que a saída do Mercosul não é impossível, mas historicamente, os interesses econômicos prevalecem sobre essa intenção. Se Milei concretizar a saída, a Argentina poderá enfrentar o risco de se isolar na América Latina.

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