Zakariya Barbakh, um menino de treze anos, passou a maior parte da vida em hospitais devido a uma condição que o fez nascer sem um pulmão. Com a guerra em Gaza, a busca por um transplante se tornou impossível. Após o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Hamas, Zakariya expressou sua alegria, dizendo à […]
Zakariya Barbakh, um menino de treze anos, passou a maior parte da vida em hospitais devido a uma condição que o fez nascer sem um pulmão. Com a guerra em Gaza, a busca por um transplante se tornou impossível. Após o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Hamas, Zakariya expressou sua alegria, dizendo à mãe que poderiam procurar por seus pulmões. No entanto, menos de 24 horas depois, ele foi fatalmente atingido por um tiro de um atirador israelense em Rafah. A família relatou que ele estava procurando madeira para cozinhar e aquecer. Sua mãe, em lágrimas, questionou: “O que esse menino fez para merecer isso?”
Desde o cessar-fogo, pelo menos quatro palestinos foram mortos por forças israelenses. O exército israelense afirmou não ter conhecimento do incidente e alertou sobre zonas perigosas ao longo da fronteira de Gaza. A mãe de Zakariya enfatizou a inocência do filho, que apenas tentava encontrar algo para comer. Um vídeo do momento após o ataque circulou amplamente, mostrando a cena trágica e a luta de um homem para arrastar o corpo do menino, que também foi atingido.
Enquanto isso, As’ad Khalifa, de três anos, tornou-se órfão após um ataque aéreo israelense que destruiu sua casa. Ele sobreviveu, mas perdeu os pais e a irmã em questão de segundos. Vizinhos, incluindo Moutasem Dallou, ajudaram a resgatar As’ad dos escombros, onde ele foi encontrado vivo, mas sua irmã estava morta ao seu lado. Dallou expressou a dor de perder uma família inteira devido a uma decisão militar, ressaltando o impacto psicológico que a tragédia terá sobre As’ad.
O exército israelense justificou os ataques como ações contra infraestrutura terrorista do Hamas, afirmando que tomaram medidas para minimizar danos a civis. Dallou, que acolheu As’ad em sua casa, está preocupado com o estado emocional da criança, que se assusta facilmente com barulhos. Mawada, irmã de Dallou, prometeu cuidar de As’ad, mas reconhece que ninguém pode substituir sua mãe.
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