Um oficial militar russo e três autoridades nomeadas pela Rússia em Crimea foram acusados de remover ilegalmente mais de 33 mil artefatos históricos e obras de arte de dois museus na cidade ucraniana de Kherson no outono de 2022. Segundo o Kyiv Independent, essa ação é considerada o maior roubo de museu na Europa desde […]
Um oficial militar russo e três autoridades nomeadas pela Rússia em Crimea foram acusados de remover ilegalmente mais de 33 mil artefatos históricos e obras de arte de dois museus na cidade ucraniana de Kherson no outono de 2022. Segundo o Kyiv Independent, essa ação é considerada o maior roubo de museu na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. O saque ocorreu enquanto as forças russas se retiravam diante de uma contraofensiva ucraniana.
A investigação, conduzida por um jornalista do Kyiv Independent que se passou por produtor de televisão russo, revelou que Dmitry Lipov, oficial e chefe de comunicações da Frota do Mar Negro da Rússia, foi responsável por garantir as coleções durante a remoção autorizada pelo governo. Lipov também selou pessoalmente os caminhões que transportaram os itens roubados. Sergey Patrushev, nomeado para liderar o departamento de museus do Ministério da Cultura da Crimeia, foi quem transferiu pinturas do Museu de Arte de Kherson para a Crimeia.
Durante o roubo, Elena Morozova e Mikhail Smorodkin, diretores de museus na Crimeia, selecionaram objetos da coleção do museu de história local de Kherson. A remoção ilegal das coleções foi supervisionada pelo Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB). Mais detalhes sobre essa operação estão disponíveis no documentário “Curated Theft”, produzido pelo Kyiv Independent.
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