O embaixador Eduardo Saboia está deixando a Secretaria de Ásia e Pacífico do Itamaraty para assumir a representação do Brasil na Áustria, após receber o agrément. A sua saída é vista como uma promoção, já que ele será enviado a um importante posto na Europa. No entanto, a troca é atribuída a sua relação conturbada […]
O embaixador Eduardo Saboia está deixando a Secretaria de Ásia e Pacífico do Itamaraty para assumir a representação do Brasil na Áustria, após receber o agrément. A sua saída é vista como uma promoção, já que ele será enviado a um importante posto na Europa. No entanto, a troca é atribuída a sua relação conturbada com a ex-presidente Dilma Rousseff, que se tornou um fator decisivo para a mudança.
Saboia ganhou notoriedade em 2013 ao auxiliar o senador boliviano Roger Pinto Molina a fugir para o Brasil, o que gerou uma crise diplomática e resultou na demissão do então chanceler Antonio Patriota. Após o episódio, Saboia foi suspenso e ficou afastado durante o governo de Dilma, mas recuperou prestígio com Michel Temer, sendo promovido a ministro de primeira classe.
No governo de Lula, Saboia foi escolhido por Mauro Vieira para liderar a Secretaria de Ásia e Pacífico, que cuida de relações com países como China e Índia, membros do Brics. Com a cúpula do bloco marcada para julho no Brasil, o Itamaraty optou por transferir Saboia para evitar tensões no governo, especialmente considerando o histórico de desavenças com Dilma.
A ex-presidente já havia solicitado a remoção de Saboia em diversas ocasiões, demonstrando sua insatisfação ao encontrá-lo em uma viagem à África do Sul. Desde então, o embaixador foi excluído de algumas comitivas, como a do vice-presidente Geraldo Alckmin a Pequim no ano anterior, evidenciando a tensão entre eles.
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