A crise no Catatumbo, na Colômbia, resultou em pelo menos 60 mortos e 40 mil deslocados devido a confrontos entre a guerrilha do ELN e grupos dissidentes das FARC. A população civil está abandonando suas casas em sete municípios da região montanhosa, enquanto os únicos que permanecem são os médicos e os sacerdotes, que tentam […]
A crise no Catatumbo, na Colômbia, resultou em pelo menos 60 mortos e 40 mil deslocados devido a confrontos entre a guerrilha do ELN e grupos dissidentes das FARC. A população civil está abandonando suas casas em sete municípios da região montanhosa, enquanto os únicos que permanecem são os médicos e os sacerdotes, que tentam oferecer apoio às famílias afetadas pela violência.
O pároco da catedral de Ocaña, que abriga muitos deslocados, relata que os sacerdotes celebram missas apenas quando a violência cessa. Eles também buscam cadáveres em áreas rurais e organizam ajuda humanitária. A comissão diocesana de reconciliação e paz, junto com as dioceses de Cúcuta, Ocaña e Tibú, coordena esforços para mediar a situação e tentar reduzir a violência entre os grupos armados.
A situação se agravou após a ruptura de um acordo de não agressão entre o ELN e o frente 33 das FARC, aumentando as hostilidades na região. O padre Ramón Torrado, que acompanha o conflito há anos, destaca que a presença de novos grupos criminosos e de narcotráfico complica ainda mais a paz. Ele critica as políticas do governo de Gustavo Petro, afirmando que as promessas não chegaram aos camponeses, que enfrentam a fome.
Os sacerdotes têm conseguido mediar para que as autoridades recolham corpos em áreas de conflito, utilizando sua liberdade de movimento para acessar regiões perigosas. Apesar da falta de fiéis nas paróquias, eles continuam a trabalhar na assistência humanitária, acreditando que a população retornará. O padre Durán reafirma que a presença da igreja é fundamental para a manutenção da esperança na região.
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