O presidente Donald Trump está se preparando para implementar uma ampla operação de deportação nos Estados Unidos, utilizando um arsenal tecnológico que inclui aplicativos de rastreamento em tempo real e bancos de dados com informações pessoais. Desde 2020, a Agência de Imigração e Fronteiras (ICE) e o Citizen and Immigration Services gastaram US$ 7,8 bilhões […]
O presidente Donald Trump está se preparando para implementar uma ampla operação de deportação nos Estados Unidos, utilizando um arsenal tecnológico que inclui aplicativos de rastreamento em tempo real e bancos de dados com informações pessoais. Desde 2020, a Agência de Imigração e Fronteiras (ICE) e o Citizen and Immigration Services gastaram US$ 7,8 bilhões em tecnologias de imigração, com contratos que abrangem desde testes de DNA para verificar relações familiares até sistemas que comparam dados biométricos com registros criminais.
Essas ferramentas, muitas das quais foram desenvolvidas durante o governo Biden, têm sido usadas para fiscalizar a imigração e investigar crimes como tráfico de drogas e contrabando de pessoas. Trump já anunciou ações executivas para bloquear a entrada de migrantes e deportar estrangeiros criminosos, afirmando que “todas as entradas ilegais serão imediatamente interrompidas”. O czar de fronteira do governo, Thomas Homan, indicou que a administração utilizará todas as tecnologias disponíveis para cumprir essa agenda.
O aumento do uso de tecnologia de imigração remonta à criação do Departamento de Segurança Interna após os ataques de 11 de setembro. Empresas como Palantir e Cellebrite, que fornecem ferramentas de análise de dados e investigação, têm visto um crescimento significativo em seus contratos com a ICE. A Clearview AI, especializada em reconhecimento facial, também está entre as fornecedoras, com contratos que somam quase US$ 9 milhões.
Embora o governo Trump tenha acesso a um vasto conjunto de ferramentas de vigilância, especialistas alertam que a aplicação dessas tecnologias em deportações em massa pode ser desafiadora. A diretora jurídica da Just Futures Law, Sejal Zota, destacou que, embora a administração busque aumentar a detenção, a vigilância digital será crucial para monitorar indivíduos sem status legal. Além disso, preocupações sobre privacidade e o uso de dados pessoais levantam questões éticas sobre a implementação dessas tecnologias.
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