Neste sábado, 25 de janeiro de 2025, o grupo terrorista Hamas libertou quatro soldados israelenses, Karina Ariev, Daniella Gilboa, Naama Levy e Liri Albag, após 477 dias em cativeiro. A troca ocorreu em meio a um acordo de cessar-fogo que também resultou na liberação de cerca de 200 prisioneiros palestinos. As militares foram entregues à […]
Neste sábado, 25 de janeiro de 2025, o grupo terrorista Hamas libertou quatro soldados israelenses, Karina Ariev, Daniella Gilboa, Naama Levy e Liri Albag, após 477 dias em cativeiro. A troca ocorreu em meio a um acordo de cessar-fogo que também resultou na liberação de cerca de 200 prisioneiros palestinos. As militares foram entregues à Cruz Vermelha em uma cerimônia pública na Praça Palestina, em Gaza, onde foram recebidas por uma multidão e cercadas por homens armados do Hamas, que usaram o evento para demonstrar força e controle na região.
As quatro soldados foram sequestradas em 7 de outubro de 2023, durante um ataque do Hamas a uma base militar israelense. Ao serem libertadas, elas acenaram e sorriram para os presentes, enquanto a transmissão ao vivo da libertação emocionou seus familiares em Israel, que se reuniram na Praça dos Reféns, em Tel Aviv. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou que as soldados já se reencontraram com suas famílias e serão levadas para avaliação médica.
O acordo de cessar-fogo, mediado por Catar e Egito, prevê a liberação gradual de reféns e prisioneiros em um processo que deve durar até 42 dias. A primeira fase do acordo já havia resultado na libertação de três civis israelenses em troca de 90 prisioneiros palestinos. No entanto, a libertação das quatro militares ocorreu em meio a tensões, já que Israel acusou o Hamas de não ter liberado uma refém civil, Arbel Yehud, conforme o combinado.
A troca de prisioneiros gerou reações mistas em Israel, onde muitos expressaram preocupação com a liberação de prisioneiros palestinos, incluindo aqueles condenados por ataques fatais. O Hamas, por sua vez, utilizou a cerimônia de libertação como uma oportunidade de propaganda, destacando sua capacidade de negociar e manter controle sobre a situação em Gaza, apesar dos pesados bombardeios israelenses que devastaram a região.
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