Os Estados Unidos e a China estão em um momento de tensão crescente, com ambos os lados reconhecendo a decadência da potência americana. Em seu discurso de posse, Donald Trump destacou que o país enfrenta “pilares da sociedade quebrados”, e sua administração busca conter a ascensão da China, considerada o principal rival. As nomeações de […]
Os Estados Unidos e a China estão em um momento de tensão crescente, com ambos os lados reconhecendo a decadência da potência americana. Em seu discurso de posse, Donald Trump destacou que o país enfrenta “pilares da sociedade quebrados”, e sua administração busca conter a ascensão da China, considerada o principal rival. As nomeações de Trump para cargos de política externa, como Marco Rubio e Pete Hegseth, revelam uma estratégia de linha dura em relação ao país asiático, com foco na “competição de longo prazo”.
A escolha de Mike Waltz como assessor de Segurança Nacional reforça essa postura. Waltz, um veterano militar, é um defensor da aceleração do fim de conflitos no Oriente Médio para priorizar a contenção da China. Apesar de Trump se apresentar como um “pacificador”, analistas como Wang Jisin, da Universidade de Pequim, acreditam que a rivalidade se concentrará na competição econômica e tecnológica, reduzindo o risco de um conflito armado.
O novo governo americano também pretende fortalecer alianças de defesa na região do Indo-Pacífico, como a parceria Aukus, que envolve a Austrália. Ao mesmo tempo, a China tem buscado melhorar suas relações com aliados dos EUA, como Japão e Reino Unido, em um movimento preventivo diante da incerteza sobre o comprometimento americano. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, expressou a necessidade de reafirmação do compromisso dos EUA na região para evitar um “vácuo de poder”.
Trump, diferentemente de Biden, aposta no uso de tarifas como ferramenta de negociação, visando acomodar aliados e adversários. Suas ameaças tarifárias têm sido direcionadas a parceiros como México e União Europeia. Enquanto isso, a China observa com cautela as declarações de Trump sobre o uso da força em disputas territoriais, como Taiwan, que Pequim considera um “assunto doméstico”. A retirada dos EUA de acordos multilaterais, como o Acordo de Paris, é vista como uma oportunidade para a China expandir sua influência global, especialmente sob a liderança de Xi Jinping.
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