A casa do comandante nazista Rudolf Höss, localizada em Oswiecim, Polônia, será transformada em um centro de pesquisa dedicado ao combate ao extremismo e ao antissemitismo. O Projeto Contra o Extremismo (CEP) adquiriu a propriedade, que antes pertencia a uma família polonesa, e abrirá suas portas ao público no dia 80º aniversário da libertação de […]
A casa do comandante nazista Rudolf Höss, localizada em Oswiecim, Polônia, será transformada em um centro de pesquisa dedicado ao combate ao extremismo e ao antissemitismo. O Projeto Contra o Extremismo (CEP) adquiriu a propriedade, que antes pertencia a uma família polonesa, e abrirá suas portas ao público no dia 80º aniversário da libertação de Auschwitz, em 27 de janeiro de 2024. Mark Wallace, CEO do CEP, destacou que o objetivo é que todos os visitantes se mobilizem contra o extremismo, enfatizando que a casa não será um memorial, mas um espaço de ação.
A residência, que apresenta um contraste chocante com a proximidade do campo de concentração, foi retratada no filme “A Zona de Interesse”, que ilustra a vida cotidiana da família Höss. O filme, dirigido por Jonathan Glazer, não mostra diretamente as atrocidades do campo, mas sugere a presença constante da maldade através de sons e imagens impactantes. A casa, que ainda precisa de reformas, será reestruturada pelo arquiteto Daniel Libeskind, conhecido por seu trabalho no Museu Judaico de Berlim.
O novo centro, denominado Centro Auschwitz de Pesquisa sobre o Ódio, o Extremismo e a Radicalização (ARCHER), busca investigar o processo de radicalização e promover ações contra o extremismo contemporâneo. Jacek Purski lidera o projeto, que pretende criar um espaço para eventos e atividades artísticas, além de um ambiente que incentive a reflexão e a ação contra a intolerância.
A aquisição da casa foi um passo significativo para o CEP, que já havia manifestado interesse na propriedade anteriormente. A casa, que foi expropriada pelos nazistas em 1939, servirá como um lembrete do passado e um local de aprendizado sobre os perigos do extremismo. O projeto visa não apenas a preservação da memória, mas também a promoção de um futuro onde a luta contra o ódio e a radicalização seja uma prioridade.
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