A China inicia hoje uma extensa semana de feriados em celebração ao Ano Novo Lunar, conhecido como “grande retorno”. Durante esse período, centenas de milhões de pessoas se deslocam pelo país para encontros familiares e banquetes, onde a variedade de pratos é uma questão de honra, mesmo entre os mais humildes. Este ano marca o […]
A China inicia hoje uma extensa semana de feriados em celebração ao Ano Novo Lunar, conhecido como “grande retorno”. Durante esse período, centenas de milhões de pessoas se deslocam pelo país para encontros familiares e banquetes, onde a variedade de pratos é uma questão de honra, mesmo entre os mais humildes. Este ano marca o início do Ano da Serpente, que possui uma conexão especial com o atual contexto político, já que o presidente Xi Jinping nasceu sob esse signo e assumiu o cargo em 2013, também no Ano da Serpente.
Xi Jinping é o primeiro líder chinês desde Mao Tsé-tung a completar um ciclo completo de 12 signos do zodíaco como a principal autoridade do país. Embora a concentração de poder em suas mãos não seja uma novidade, a recente mudança na lei que permitiu sua permanência no cargo além dos dez anos tradicionais gerou descontentamento entre muitos chineses. Para alguns, a figura de um líder forte é vista como essencial para restaurar a disciplina do Partido Comunista da China e proteger o país de desafios externos.
A produção literária sobre Xi é escassa fora da China, mas dois livros recentes buscam preencher essa lacuna. O primeiro, de Kevin Rudd, ex-primeiro-ministro da Austrália, oferece uma análise do líder chinês, destacando o “nacionalismo marxista” como a ideologia que Xi acredita ser crucial para a sobrevivência do partido e a liderança global da China. O segundo livro, “O imperador vermelho”, do jornalista Michael Sheridan, traça a trajetória de Xi desde sua infância na elite vermelha até seu ascenso ao poder.
Ambas as obras ressaltam a ideia de que apenas o poder pode proteger contra a humilhação, tanto em nível pessoal quanto nacional. O comportamento do ex-presidente Donald Trump, que representa uma “Presidência imperialista”, sugere que os EUA terão que se adaptar a uma potência em ascensão que, embora utilize métodos diferentes, compartilha a mesma ambição global.
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