Os funcionários da Defesa Civil na Faixa de Gaza enfrentam uma dura realidade ao atuarem na remoção de vítimas dos escombros da guerra entre Israel e o Hamas. De acordo com o órgão, 99 socorristas foram mortos e 319 ficaram feridos durante o conflito. Em um relato impactante, Nooh al-Shaghnobi, um dos sobreviventes, destacou a […]
Os funcionários da Defesa Civil na Faixa de Gaza enfrentam uma dura realidade ao atuarem na remoção de vítimas dos escombros da guerra entre Israel e o Hamas. De acordo com o órgão, 99 socorristas foram mortos e 319 ficaram feridos durante o conflito. Em um relato impactante, Nooh al-Shaghnobi, um dos sobreviventes, destacou a importância de colocar os coletes dos colegas falecidos sobre seus corpos, simbolizando o sacrifício feito por eles. Ele compartilha suas experiências nas redes sociais, revelando a dor emocional que sente ao testemunhar a morte de seus colegas.
A falta de apoio psicológico para os trabalhadores de resgate é uma preocupação crescente, conforme relatado por Mohammed Lafi, que enfatiza a necessidade de suporte emocional. Apesar de serem considerados heróis pela população local, esses socorristas enfrentam um estigma em relação ao cuidado psicológico, enquanto os reféns libertados recebem atenção especial. Al-Majdalawi, outro funcionário da Defesa Civil, expressou seu medo de retornar para casa, lidando com as memórias traumáticas do trabalho.
Com o cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro, as equipes de resgate se preparam para a próxima fase de trabalho, estimando que mais de 10 mil pessoas ainda estão enterradas sob os escombros. No entanto, a falta de equipamentos pesados e a destruição de veículos pela ação israelense dificultam a recuperação. O porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Basal, mencionou que a expectativa de recuperar os mortos em 100 dias é considerada um desafio, dado que atualmente utilizam apenas ferramentas manuais.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) alertou que a recuperação dos corpos pode levar anos, devido à falta de equipamentos e ao volume de 37 milhões de toneladas de escombros. Além disso, a identificação dos corpos é complicada pelo tempo em que estiveram soterrados. A Defesa Civil também estima que cerca de 3 mil pessoas podem ter sido incineradas, dificultando ainda mais o encerramento das buscas por familiares. Al-Shaghnobi reafirmou a determinação da equipe em encontrar e homenagear as vítimas, pedindo apenas os recursos necessários para realizar essa tarefa.
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