O Pentágono anunciou na terça-feira, 28, que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, decidiu remover a equipe de segurança e o acesso privilegiado do general Mark A. Milley, ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, além de ordenar uma investigação sobre seu histórico. A investigação visa determinar se é apropriado rebaixar a patente de Milley […]
O Pentágono anunciou na terça-feira, 28, que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, decidiu remover a equipe de segurança e o acesso privilegiado do general Mark A. Milley, ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, além de ordenar uma investigação sobre seu histórico. A investigação visa determinar se é apropriado rebaixar a patente de Milley após sua aposentadoria em 2023. O porta-voz da Defesa, John Ullyot, confirmou que a solicitação está sendo analisada.
Milley, que se tornou um crítico do ex-presidente Donald Trump, foi um dos principais vozes do governo a se opor ao ex-chefe, chamando-o de “fascista”. Em meio a ameaças de Trump de retaliação, Milley recebeu um perdão preventivo do presidente Joe Biden antes de deixar o cargo. Embora não possa ser levado à corte marcial devido ao perdão, sua patente ainda pode ser reavaliada.
A decisão de Hegseth, que é um crítico declarado de Milley, ocorre em um contexto de tensões políticas. O general havia se manifestado contra a politização das Forças Armadas, enfatizando que os militares fazem juramento à Constituição e não a líderes autoritários. A rusga entre Milley e Trump se intensificou após o general expressar arrependimento por sua presença em uma sessão de fotos com o ex-presidente em 2020, durante protestos contra a brutalidade policial.
Além disso, Milley e outros ex-funcionários do governo Trump perderam a proteção de segurança que recebiam devido a ameaças relacionadas ao Irã, após o ataque que resultou na morte do general iraniano Qassim Suleimani. A situação reflete a crescente polarização política e as repercussões das ações de Trump durante seu mandato.
Entre na conversa da comunidade