O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2024, o bloqueio de US$ 50 milhões (R$ 293 milhões) destinados à Faixa de Gaza. Durante um discurso que marcou a assinatura da primeira lei de seu governo, Trump alegou que os recursos seriam usados para “comprar camisinhas para o Hamas”. […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2024, o bloqueio de US$ 50 milhões (R$ 293 milhões) destinados à Faixa de Gaza. Durante um discurso que marcou a assinatura da primeira lei de seu governo, Trump alegou que os recursos seriam usados para “comprar camisinhas para o Hamas”. A afirmação se deu em meio a uma discussão sobre a revisão de programas sociais e benefícios do governo.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, corroborou a declaração de Trump em uma coletiva anterior. Reportagens de 2020 indicam que o Hamas utilizou preservativos como “balões” para transportar explosivos, causando incêndios em Israel. Contudo, a imprensa norte-americana não encontrou evidências de que um orçamento para a compra de preservativos na Faixa de Gaza tivesse sido aprovado pela Casa Branca.
O jornal The Washington Post revelou que o valor mencionado por Trump seria suficiente para adquirir 1,5 bilhão de preservativos. Em 2024, o Departamento de Estado dos EUA aprovou o envio de US$ 50 milhões para cuidados de saúde na Faixa de Gaza, mas a empresa contratada negou fornecer preservativos. A distribuição desses itens na região é responsabilidade da UNRWA, que teve o envio de recursos bloqueado no ano anterior.
Além disso, Trump sancionou a lei “Lanken Riley”, que prevê a prisão de imigrantes ilegais suspeitos de crimes violentos ou roubos. A nova legislação, que deve custar US$ 26,9 bilhões (R$ 160 bilhões) no primeiro ano, exige a construção de 110 mil novas vagas em prisões. A lei foi nomeada em homenagem a Laken Riley, uma estudante assassinada em 2024 por um imigrante venezuelano que havia entrado ilegalmente nos EUA.
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