O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um voo militar de deportação para a Guatemala na segunda-feira, 27 de janeiro de 2024, com um custo estimado de US$ 4.675 por imigrante. Esse valor é mais de cinco vezes superior ao preço de uma passagem de primeira classe da American Airlines, que custa […]
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um voo militar de deportação para a Guatemala na segunda-feira, 27 de janeiro de 2024, com um custo estimado de US$ 4.675 por imigrante. Esse valor é mais de cinco vezes superior ao preço de uma passagem de primeira classe da American Airlines, que custa US$ 853. A operação, que envolveu um avião militar C-17, teve um custo total de mais de US$ 300.000 para a viagem de ida e volta, considerando que durou cerca de 10 horas e meia.
Trump anunciou a utilização de voos militares como parte de sua política de imigração, destacando que seis voos foram programados para deportar imigrantes para países da América Latina, mas apenas quatro chegaram ao destino. Dois voos para a Colômbia foram cancelados após o país se recusar a permitir o pouso das aeronaves militares. Além disso, um voo com brasileiros enfrentou sérios problemas, incluindo relatos de agressões e condições inadequadas a bordo.
O custo de operação de um C-17 é de aproximadamente US$ 28.500 por hora, conforme informado por uma autoridade dos EUA. Em contraste, os voos fretados pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) custam entre US$ 8.577 e US$ 17.000 por hora, resultando em um custo por imigrante de até US$ 630, quase sete vezes menos que a operação militar.
Após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enfatizou que as deportações de brasileiros devem respeitar “requisitos mínimos de dignidade humana”. Ele destacou que cidadãos brasileiros não devem ser algemados ou acorrentados durante o processo de deportação, refletindo preocupações sobre o tratamento dos deportados.
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