À medida que a Alemanha se aproxima das últimas semanas de sua campanha eleitoral, Friedrich Merz, candidato a chanceler pelo Partido Democrático Cristão (CDU), intensificou sua proposta de endurecer a política de imigração do país. Em entrevista à CNN, Merz afirmou que, se eleito, controlará as fronteiras e devolverá aqueles que chegarem sem documentos. O […]
À medida que a Alemanha se aproxima das últimas semanas de sua campanha eleitoral, Friedrich Merz, candidato a chanceler pelo Partido Democrático Cristão (CDU), intensificou sua proposta de endurecer a política de imigração do país. Em entrevista à CNN, Merz afirmou que, se eleito, controlará as fronteiras e devolverá aqueles que chegarem sem documentos. O CDU, junto com seu partido irmão bávaro, o CSU, lidera as pesquisas com 30% dos votos.
Recentemente, Merz apresentou duas propostas legislativas para restringir a imigração, sendo que a primeira, não vinculativa, foi aprovada por uma pequena margem, enquanto a “Lei de Limitação de Fluxo” não obteve sucesso. Ele comentou que a legislação era um acordo prévio com o Partido Social-Democrata (SPD), atual partido no governo, e que eles poderiam ter apoiado a proposta. A questão da imigração ganhou destaque após uma série de ataques violentos atribuídos a migrantes, incluindo um ataque em Aschaffenburg que resultou na morte de duas pessoas, incluindo uma criança de dois anos.
Merz também se posicionou sobre a possibilidade de colaboração com o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que, apesar de ser um tabu na política alemã, apoiou suas propostas. Ele, no entanto, reafirmou que não há espaço para cooperação com a AfD, que considera contrária aos valores da República Federal da Alemanha. Em relação a Elon Musk, que se envolveu na campanha, Merz expressou desapreço, mas reconheceu a liberdade do empresário em se manifestar.
Além disso, Merz abordou a questão das tarifas impostas pelos Estados Unidos à União Europeia, afirmando que qualquer medida seria tratada em nível europeu. Ele também se comprometeu a manter o apoio à Ucrânia, destacando a importância de a Alemanha cumprir sua promessa da OTAN de gastar 2% do PIB em defesa. Merz expressou interesse em conhecer os planos do governo dos EUA para a resolução do conflito, enfatizando a necessidade de cooperação.
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