Os sindicatos e organizações que convocaram manifestações em mais de quarenta províncias neste domingo não direcionaram suas críticas ao PP, Vox e Junts, mas sim pediram “valentia” ao Governo e a “todas as forças do Parlamento”. As manifestações surgem como resposta ao recente veto parlamentar ao decreto-lei sobre pensões, que gerou insegurança social. Unai Sordo, […]
Os sindicatos e organizações que convocaram manifestações em mais de quarenta províncias neste domingo não direcionaram suas críticas ao PP, Vox e Junts, mas sim pediram “valentia” ao Governo e a “todas as forças do Parlamento”. As manifestações surgem como resposta ao recente veto parlamentar ao decreto-lei sobre pensões, que gerou insegurança social. Unai Sordo, secretário geral de Comissões, enfatizou que a concentração em Madrid visava alertar o Parlamento sobre a necessidade de respeitar os direitos dos cidadãos.
As concentrações não foram um apoio ao Governo de coalizão, mas uma reação às “enormes desigualdades” que persistem no país. A vicesecretária do PP, Noelia Núñez, criticou a mobilização, afirmando que os sindicatos se manifestam contra a oposição em vez de se dirigirem ao Executivo. Os líderes sindicais, por sua vez, destacaram a importância de uma “agenda social” mais abrangente, considerando insuficientes as medidas adotadas até agora.
Os sindicatos também manifestaram preocupação com a possibilidade de Junts formar alianças com o PP e Vox, o que poderia comprometer as políticas sociais. A redução da jornada de trabalho e o aumento do salário mínimo sem cortes tributários estão entre as principais demandas. Fontes sindicais afirmam que o pacto atual não atende aos interesses da população, exigindo uma resposta mais robusta do Governo.
A próxima mobilização está agendada para Barcelona, onde os sindicatos pretendem reforçar a importância das propostas que dependem do voto de Junts. Com a queda do PSOE nas intenções de voto e o crescimento do Vox, os sindicatos instaram o Governo a “nutrir a agenda social” e a apresentar os orçamentos deste ano, enfatizando a necessidade de uma resposta clara às demandas da sociedade civil.
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