A Agência de Serviços de Fronteira do Canadá (CBSA) anunciou a suspensão da emissão de licenças para caminhantes da Pacific Crest Trail (PCT), que se estende do México ao Canadá. A decisão, tomada em resposta à política de controle de fronteiras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impede que os “thru-hikers” completem a trilha […]
A Agência de Serviços de Fronteira do Canadá (CBSA) anunciou a suspensão da emissão de licenças para caminhantes da Pacific Crest Trail (PCT), que se estende do México ao Canadá. A decisão, tomada em resposta à política de controle de fronteiras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impede que os “thru-hikers” completem a trilha até o Parque Provincial E.C. Manning, no Canadá. Agora, os caminhantes devem se apresentar pessoalmente em um dos portos de entrada do país, como Osoyoos ou Abbotsford, localizados a cerca de 100 quilômetros da trilha.
A mudança implica que os caminhantes que chegarem à fronteira precisarão percorrer aproximadamente 50 quilômetros até Harts Pass, o cruzamento rodoviário mais próximo, em vez dos 13 quilômetros que antes levavam até o final oficial da PCT em solo canadense. A CBSA justificou a alteração como uma forma de facilitar o monitoramento da conformidade dos usuários da trilha e aumentar a segurança na fronteira, alinhando-se com as diretrizes da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP).
A Pacific Crest Trail Association expressou seu descontentamento com a decisão, embora reconheça a similaridade com as políticas dos EUA. Em comunicado, a organização enfatizou a importância de que os caminhantes adotem práticas de mínimo impacto, especialmente agora que a seção norte da PCT deve receber um aumento no número de visitantes devido às novas restrições.
Com essa nova realidade, os caminhantes que planejavam percorrer a PCT em 2025 enfrentarão desafios logísticos significativos, alterando a experiência de quem busca a conexão com a natureza ao longo dessa famosa trilha de mais de 4 mil quilômetros.
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