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China impõe tarifas de 10% e 15% em resposta a taxações dos EUA na guerra comercial

- A China impôs novas tarifas de 15% sobre carvão e GNL dos EUA em resposta. - Investigação antitruste contra a Alphabet Inc. foi iniciada pela China. - Controles de exportação foram impostos sobre itens raros essenciais para energia limpa. - A guerra comercial, iniciada em 2018, desestruturou cadeias globais de suprimento. - Expectativa de novas tarifas aumenta, impactando a economia global e mercados.

A China anunciou novas tarifas sobre importações dos Estados Unidos nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, em resposta às taxações impostas pelo presidente Donald Trump. As tarifas adicionais de 10% sobre todas as importações chinesas para os EUA foram implementadas após Trump criticar a falta de ação da China no combate ao tráfico de […]

A China anunciou novas tarifas sobre importações dos Estados Unidos nesta terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, em resposta às taxações impostas pelo presidente Donald Trump. As tarifas adicionais de 10% sobre todas as importações chinesas para os EUA foram implementadas após Trump criticar a falta de ação da China no combate ao tráfico de drogas. O Ministério das Finanças da China também estabeleceu taxas de 15% para carvão e Gás Natural Liquefeito (GNL) e 10% para petróleo bruto, equipamentos agrícolas e alguns automóveis, com início em 10 de fevereiro.

Além das tarifas, a China anunciou uma investigação antitruste contra a Alphabet Inc, controladora do Google, e incluiu a PVH Corp e a Illumina em sua “lista de entidades não confiáveis”. O Ministério do Comércio e a Administração Geral de Alfândega da China impuseram controles de exportação sobre elementos raros como tungstênio e molibdênio, essenciais para a transição energética, alegando proteção à segurança nacional.

Na véspera, Trump havia suspendido a ameaça de tarifas de 25% sobre o México e o Canadá, mas não houve alívio nas tensões com a China. Um porta-voz da Casa Branca confirmou que Trump não se reuniria com o presidente chinês Xi Jinping nesta semana. Desde 2018, Trump tem promovido uma guerra comercial com a China, resultando em tarifas recíprocas que desestabilizaram cadeias globais de suprimento.

Analistas da Oxford Economics indicaram que a guerra comercial ainda está em estágios iniciais, aumentando a probabilidade de novas tarifas. Trump alertou que poderia elevar as tarifas se a China não interrompesse o fluxo de fentanil, um opioide. A China, por sua vez, considera o fentanil um problema dos EUA e planeja contestar as tarifas na Organização Mundial do Comércio, mantendo a possibilidade de negociações. A participação dos EUA nas importações de petróleo bruto da China foi de apenas 1,7% no ano passado, totalizando cerca de US$ 6 bilhões.

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