Luis García Montero, diretor do Instituto Cervantes, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua “prepotência” em relação aos hispanofalantes, especialmente após a decisão de fechar o site da Casa Branca em espanhol. Essa medida, já implementada em seu primeiro mandato, reflete uma visão do espanhol como “uma língua de pobres e de […]
Luis García Montero, diretor do Instituto Cervantes, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua “prepotência” em relação aos hispanofalantes, especialmente após a decisão de fechar o site da Casa Branca em espanhol. Essa medida, já implementada em seu primeiro mandato, reflete uma visão do espanhol como “uma língua de pobres e de migrantes”, segundo o diretor, que se manifestou durante um café da manhã informativo em Madri.
O voto latino foi crucial para a vitória de Trump nas eleições de novembro do ano passado, onde ele superou Kamala Harris em condados com alta população latina, reduzindo a vantagem democrata de 33 para oito pontos. Montero expressou sua surpresa pela falta de mudança na postura de Trump, mesmo após o apoio significativo da população latina. Desde 2017, o Instituto Cervantes tem se esforçado para “defender” o idioma, expandindo sua presença nos Estados Unidos com novos centros em Los Angeles e Washington D.C.
O Instituto planeja abrir um novo centro em Miami, onde 70% da população é latina, para promover a cultura e formar professores. Nos Estados Unidos, cerca de 60 milhões de hispanofalantes representam 20% da população, sendo a maior minoria do país e essencial para a economia. Montero enfatizou a importância de não humilhar pessoas por sua origem ou condição econômica, e destacou a colaboração com o governo mexicano, que também enfrenta a “prepotência” de Trump.
Durante a reunião do patronato do Instituto, presidida pelos Reis da Espanha e com a presença do presidente do governo, Pedro Sánchez, Montero defendeu o idioma como um símbolo da importância das línguas e culturas no mundo atual. O Rei Felipe VI ressaltou que o espanhol se tornará a língua mais utilizada nos Estados Unidos até 2050, o que torna ainda mais preocupante a decisão de retirar o espanhol da comunicação oficial na Casa Branca. Ele concluiu que “de América dependerá, em boa medida, a evolução futura do espanhol”.
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