Uma pesquisa da associação industrial Bitkom revelou que quase 90% dos alemães acreditam que agentes estrangeiros tentam influenciar as eleições parlamentares, marcadas para 23 de fevereiro. A Rússia é apontada como a principal fonte de manipulação, com 45% das menções, seguida pelos Estados Unidos (42%), China (26%) e Europa Oriental (8%). A pesquisa também destaca […]
Uma pesquisa da associação industrial Bitkom revelou que quase 90% dos alemães acreditam que agentes estrangeiros tentam influenciar as eleições parlamentares, marcadas para 23 de fevereiro. A Rússia é apontada como a principal fonte de manipulação, com 45% das menções, seguida pelos Estados Unidos (42%), China (26%) e Europa Oriental (8%). A pesquisa também destaca que 69% dos entrevistados consideram a internet uma fonte importante de informação, embora 82% priorizem conversas com amigos e familiares.
A televisão é vista como um meio fundamental por 76% dos eleitores, especialmente entre os idosos acima de 75 anos. Além disso, 80% dos entrevistados acreditam que a política digital deve ser uma prioridade para o próximo governo, com 71% apoiando a criação de um ministério independente para tratar do tema. Essas informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 6 de fevereiro.
A dissolução do Parlamento alemão foi anunciada pelo presidente Frank-Walter Steinmeier em dezembro, após a aprovação de uma moção de desconfiança contra o chanceler Olaf Scholz. Steinmeier afirmou que não havia consenso entre os partidos para formar uma nova maioria no Bundestag. A crise política se intensificou após a demissão do ministro das Finanças, Christian Lindner, levando seu partido a abandonar a coalizão governamental.
Desde 2021, o Partido Social-Democrata, o Partido Democrático Liberal e o Partido Verde formavam uma coalizão inédita em nível federal. No entanto, a relação entre as legendas deteriorou-se devido a disputas sobre a saúde financeira do país, culminando na dissolução do Parlamento e na convocação de novas eleições.
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