Logo após os Estados Unidos anunciarem sua saída do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Israel também decidiu não participar mais do órgão. O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou que a decisão se deve ao “viés institucional contra Israel”, que persiste desde a criação do conselho em 2006. Em sua declaração, […]
Logo após os Estados Unidos anunciarem sua saída do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Israel também decidiu não participar mais do órgão. O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou que a decisão se deve ao “viés institucional contra Israel”, que persiste desde a criação do conselho em 2006. Em sua declaração, Sa’ar destacou que Israel foi alvo de mais de 100 resoluções condenatórias, representando mais de 20% de todas as resoluções aprovadas, superando as condenações a países como Irã e Venezuela.
O anúncio de Israel ocorreu durante a visita do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu aos Estados Unidos, onde Trump havia declarado que o conselho era “antissemita”. O presidente americano também suspendeu o financiamento à UNRWA, a agência da ONU que atende refugiados palestinos, alegando que a organização canalizava recursos para o Hamas. A retirada dos dois países do conselho gera preocupações sobre a falta de supervisão e relatórios sobre direitos humanos em suas respectivas regiões.
O Conselho de Direitos Humanos, composto por 47 países, tem como função investigar e relatar violações de direitos humanos globalmente. Embora suas resoluções não sejam vinculativas, a saída de membros como os EUA e Israel pode dificultar a coleta de informações e a responsabilização por abusos. A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, classificou a retirada de Israel como “extremamente grave”, temendo um agravamento da situação dos palestinos na Cisjordânia.
A decisão de Trump e a subsequente de Israel refletem uma política de “América primeiro”, priorizando interesses nacionais em detrimento de compromissos multilaterais. A retirada dos dois países do conselho pode impactar a dinâmica política e humanitária na região, especialmente em um contexto de crescente tensão entre Israel e os palestinos, exacerbada por conflitos recentes e a crise humanitária em Gaza.
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