A China expressou forte oposição à decisão do Panamá de cancelar sua participação na Iniciativa Cinturão e Rota, conforme declarado por Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, nesta sexta-feira, 7. O cancelamento foi anunciado após pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca reduzir a influência chinesa no Canal do […]
A China expressou forte oposição à decisão do Panamá de cancelar sua participação na Iniciativa Cinturão e Rota, conforme declarado por Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, nesta sexta-feira, 7. O cancelamento foi anunciado após pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca reduzir a influência chinesa no Canal do Panamá, uma rota comercial estratégica. Lin alertou que a decisão do Panamá foi tomada sob “pressão e coerção” e enfatizou que mais de 20 países da América Latina participam da iniciativa.
O presidente panamenho, José Raúl Mulino, anunciou que a Embaixada do Panamá em Pequim formalizou o cancelamento do acordo, que previa um aviso prévio de 90 dias. Mulino, que se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a pressão americana tenha influenciado sua decisão, afirmando que foi uma escolha pessoal. O Panamá foi o primeiro país latino-americano a aderir à iniciativa em 2017, após romper laços com Taiwan.
Trump, desde sua posse, tem criticado as taxas cobradas pelo Panamá e ameaçado retomar o controle do canal, alegando que a China exerce influência indevida. Embora a administração do canal seja feita pela Autoridade do Canal do Panamá, os EUA expressam preocupações sobre a presença de uma empresa de Hong Kong que opera portos nas entradas do canal, por onde transita uma parte significativa do comércio marítimo global.
A diplomacia chinesa, por sua vez, criticou a “mentalidade de Guerra Fria” dos EUA e pediu ao Panamá que considere os interesses de longo prazo das relações bilaterais. A decisão do Panamá de se afastar da Iniciativa Cinturão e Rota pode sinalizar uma nova fase de escrutínio sobre a presença chinesa no país, embora especialistas afirmem que a China continuará a investir em projetos na região, dependendo das necessidades panamenhas.
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