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Benny Shelter relata experiências de deportação e diz: ‘Faria tudo de novo, mas não sob Trump’

- Benny Shelter, deportado dos EUA, já havia sido enviado ao Brasil em outubro de 2024. - Em 7 de fevereiro de 2025, ele foi deportado novamente, desta vez sem algemas. - O governo brasileiro ofereceu apoio, incluindo kits de alimentos e cursos profissionalizantes. - Shelter, que viveu dez anos nos EUA, enfrentou dificuldades com a imigração americana. - A deportação ocorreu em meio a tensões diplomáticas, com Trump intensificando políticas contra imigrantes.

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Benny Shelter, de 51 anos, retornou ao Brasil na sexta-feira, 7 de fevereiro de 2024, após ser deportado dos Estados Unidos. Ele já havia passado pela mesma situação menos de três meses antes. Natural de Frei Gaspar, em Minas Gerais, Shelter foi detido pela primeira vez em agosto de 2023, após pagar cerca de 25 […]

Benny Shelter, de 51 anos, retornou ao Brasil na sexta-feira, 7 de fevereiro de 2024, após ser deportado dos Estados Unidos. Ele já havia passado pela mesma situação menos de três meses antes. Natural de Frei Gaspar, em Minas Gerais, Shelter foi detido pela primeira vez em agosto de 2023, após pagar cerca de 25 mil dólares (R$ 144 mil) para atravessar a fronteira com o México. Ele chegou ao Texas e, após ser detido no aeroporto, passou 59 dias na prisão antes de ser enviado de volta ao Brasil.

Em sua segunda tentativa, Shelter novamente foi detido ao chegar ao aeroporto, desta vez em um voo que trouxe 111 brasileiros deportados. Ao contrário do primeiro voo, onde os deportados desembarcaram em Fortaleza, os passageiros puderam retirar as algemas ao chegarem. A maioria dos deportados era composta por homens desacompanhados, com um total de 71 nessa condição. O governo de Minas Gerais ofereceu apoio com kits de alimentos e acomodação para aqueles que precisavam.

A operação de repatriação foi resultado de uma articulação entre o governo federal e organizações civis, visando melhorar as condições dos deportados. Shelter, que já havia tentado a travessia clandestina quatro vezes, relatou que a situação para imigrantes se agravou com o novo mandato de Trump, que prometeu deportar 1 milhão de imigrantes sem documentos. Dados indicam que, entre 2017 e 2020, 953,3 mil imigrantes foram deportados sob a administração de Trump, enquanto Biden deportou 545 mil até agora.

Shelter, que passou cerca de dez anos nos Estados Unidos sem visto, afirmou que, apesar das dificuldades e relatos de violência, nunca sentiu medo. Ele expressou a intenção de tentar retornar ao país, mas não enquanto Trump estiver no poder, considerando que a vice-presidente Kamala Harris seria uma opção melhor. Após desembarcar, ele comprou uma passagem de ônibus para Belo Horizonte, onde planejava passar a noite.

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