O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou neste domingo (9) a renúncia formal de todos os ministros e diretores de departamentos administrativos. O pedido ocorre em um contexto de crise interna, exacerbada por uma reunião ministerial tensa transmitida ao vivo, onde Petro cobrou explicações sobre o descumprimento de promessas de governo. Em sua publicação na […]
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou neste domingo (9) a renúncia formal de todos os ministros e diretores de departamentos administrativos. O pedido ocorre em um contexto de crise interna, exacerbada por uma reunião ministerial tensa transmitida ao vivo, onde Petro cobrou explicações sobre o descumprimento de promessas de governo. Em sua publicação na rede social X, ele afirmou que haverá mudanças no gabinete para garantir maior conformidade com o programa ordenado pelo povo.
A ministra do Trabalho, Gloria Inés Ramírez, foi a primeira a apresentar sua renúncia, agradecendo a Petro pela oportunidade de trabalhar em prol de uma agenda política justa. A reunião ministerial, que durou seis horas, revelou um clima de acusações entre os membros do governo, refletindo as tensões acumuladas. Após a reunião, outros altos funcionários, incluindo o diretor do Departamento Administrativo da Presidência, Jorge Rojas, e o ministro da Cultura, Juan David Correa, também deixaram seus cargos.
Um ponto central de discórdia foi a nomeação do ex-embaixador Armando Benedetti como chefe de gabinete, que enfrentou críticas devido a acusações de corrupção e violência doméstica. A ministra do Meio Ambiente, Susana Muhamad, expressou sua desaprovação em relação à nomeação, afirmando que não poderia trabalhar com Benedetti em um projeto progressista. Apesar das críticas, Petro defendeu a escolha, destacando a importância de Benedetti em sua campanha eleitoral.
O pedido de renúncia de Petro é visto como uma tentativa de reformular seu gabinete e abrir espaço para outras forças políticas, visando a aprovação de reformas no Congresso. O presidente também mencionou que cerca de 75% dos compromissos feitos com a população não foram cumpridos, o que gerou insatisfação e pressão por mudanças.
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