O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, participou de sua primeira cúpula com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento de tensão em Tóquio, onde havia receios de que o Japão pudesse ser o próximo alvo de tarifas, como ocorreu com o Canadá. Após a reunião, Ishiba retornou ao Japão com a impressão de ter […]
O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, participou de sua primeira cúpula com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento de tensão em Tóquio, onde havia receios de que o Japão pudesse ser o próximo alvo de tarifas, como ocorreu com o Canadá. Após a reunião, Ishiba retornou ao Japão com a impressão de ter estabelecido um relacionamento positivo com Trump, evitando novas exigências do presidente, que continua a ameaçar tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio.
A estratégia de Ishiba focou em como o Japão poderia beneficiar os EUA, prometendo aumentar a compra de energia americana e investir mais no país para gerar empregos. A visita de 24 horas a Washington resultou em um possível avanço nas relações bilaterais, especialmente após Trump expressar entusiasmo com o investimento da Nippon Steel na US Steel, embora tenha reiterado sua oposição a uma compra majoritária da empresa americana.
Ishiba elogiou Trump em várias questões, incluindo sua resiliência e políticas energéticas, o que contribuiu para uma cúpula que superou expectativas, segundo Yuka Hayashi, vice-presidente da consultoria Asia Group. O primeiro-ministro enfatizou a importância de manter a US Steel como uma empresa americana e minimizou preocupações sobre tarifas adicionais, afirmando que um relacionamento saudável não pode ser baseado na exploração.
Durante a cúpula, o Japão anunciou planos para aumentar a importação de gás natural liquefeito (GNL) dos EUA e demonstrou interesse em um projeto de gasoduto do Alasca. Embora os detalhes sobre a contribuição do Japão ainda sejam incertos, Trump considerou o acordo um avanço significativo, destacando que isso não teria ocorrido sob a administração de Biden. Ishiba também consultou ex-primeiros-ministros sobre as relações EUA-Japão antes do encontro, buscando alinhar interesses e prioridades.
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