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Polícia israelense invade livraria palestina em Jerusalém Oriental e apreende livros

- A Educational Bookshop, em Jerusalém Oriental, é um centro cultural vital. - A polícia israelense prendeu os proprietários sob acusações de incitação ao terrorismo. - A operação gerou protestos e apoio internacional, destacando a repressão cultural. - Livros confiscados incluíam um infantil controverso, "Do Rio ao Mar". - A ação reflete o endurecimento das restrições à liberdade de expressão palestina.

A polícia israelense realizou uma operação em duas livrarias palestinas em Jerusalém Oriental no último domingo, confiscando livros e detendo os proprietários, Mahmoud e Ahmad Muna. A ação, que ocorreu na Educational Bookshop, uma renomada instituição cultural, foi justificada pela polícia sob a alegação de que os livros vendidos incitavam à violência e apoiavam o […]

A polícia israelense realizou uma operação em duas livrarias palestinas em Jerusalém Oriental no último domingo, confiscando livros e detendo os proprietários, Mahmoud e Ahmad Muna. A ação, que ocorreu na Educational Bookshop, uma renomada instituição cultural, foi justificada pela polícia sob a alegação de que os livros vendidos incitavam à violência e apoiavam o “terrorismo”. Entre os materiais apreendidos estava um livro infantil de colorir intitulado “Do Rio ao Mar”, uma expressão controversa que, para muitos israelenses, representa uma negação do direito à existência de Israel.

A invasão gerou reações de palestinos e diplomatas internacionais, que consideraram a ação uma tentativa de silenciar a cultura palestina. O embaixador alemão em Israel, Steffen Seibert, expressou solidariedade à família Muna, descrevendo-os como “orgulhosos palestinos de Jerusalém e amantes da paz”. O grupo de direitos humanos B’Tselem também condenou a operação, afirmando que ela faz parte de um esforço maior para silenciar as vozes palestinas.

Durante a operação, imagens mostraram policiais revistando prateleiras e jogando livros no chão. Iyad Muna, um dos proprietários, relatou que os agentes usaram o Google Tradutor para entender os títulos em árabe antes de confiscá-los. A polícia, em comunicado, afirmou que os livros continham material incitante com temas nacionalistas palestinos, e que as detenções foram realizadas com base em um mandado de busca emitido por um tribunal.

Os proprietários foram levados a um tribunal onde a polícia solicitou a extensão da detenção por mais oito dias. Representantes de várias missões diplomáticas, incluindo da União Europeia e do Brasil, estavam presentes em apoio aos detidos. A Educational Bookshop, que opera desde 1984, é um importante centro cultural e educacional, promovendo eventos e oferecendo uma vasta seleção de livros sobre o conflito israelo-palestino.

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