O atropelamento em Munique, que deixou pelo menos 36 feridos, foi realizado por um afegão de 24 anos, identificado como Farhad N. As autoridades alemãs indicaram que o suspeito tinha uma “orientação islâmica” e uma “motivação religiosa”. Ele foi preso no local após atropelar manifestantes de uma greve do sindicato Verdi, que reunia cerca de […]
O atropelamento em Munique, que deixou pelo menos 36 feridos, foi realizado por um afegão de 24 anos, identificado como Farhad N. As autoridades alemãs indicaram que o suspeito tinha uma “orientação islâmica” e uma “motivação religiosa”. Ele foi preso no local após atropelar manifestantes de uma greve do sindicato Verdi, que reunia cerca de 1.500 pessoas. Durante a detenção, o suspeito gritou “Allahu Akbar!”, e a polícia encontrou mensagens religiosas em seu celular.
A procuradora-chefe local, Gabrielle Tilmann, afirmou que o autor do ataque responderá por tentativa de homicídio. Embora as comunicações online do suspeito indicassem extremismo islâmico, não foram encontradas ligações com organizações terroristas, como o Estado Islâmico. Tilmann destacou que, apesar de não haver evidências de vínculos com grupos extremistas, havia um motivo islâmico para o ato.
O incidente ocorreu a cerca de 1,5 quilômetros da Conferência de Segurança de Munique, que começaria em breve. O chanceler alemão, Olaf Scholz, declarou que o autor deve ser punido e deportado. Entre os feridos, dois estão em estado grave, incluindo uma criança de dois anos. O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, expressou sua consternação ao visitar o local do ataque.
O ataque acontece em um contexto de crescente tensão em relação à imigração, especialmente com as eleições parlamentares marcadas para 23 de fevereiro. O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) pode obter mais de 20% dos votos, o dobro do que em 2021, segundo pesquisas. O incidente reacende debates sobre segurança e imigração na Alemanha, que já enfrentou uma série de ataques violentos nos últimos meses.
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