O presidente da Argentina, Javier Milei, tem buscado fortalecer laços com Donald Trump, mas enfrenta desafios devido à guerra comercial iniciada pelo líder americano. Recentemente, Trump anunciou tarifas de 25% sobre aço e alumínio, o que pode afetar a Argentina, que foi o sétimo maior fornecedor de alumínio aos EUA em 2023, conforme dados do […]
O presidente da Argentina, Javier Milei, tem buscado fortalecer laços com Donald Trump, mas enfrenta desafios devido à guerra comercial iniciada pelo líder americano. Recentemente, Trump anunciou tarifas de 25% sobre aço e alumínio, o que pode afetar a Argentina, que foi o sétimo maior fornecedor de alumínio aos EUA em 2023, conforme dados do Census Bureau. Além disso, Trump propôs tarifas recíprocas contra países com altos impostos sobre produtos americanos, impactando diretamente a Argentina, que mantém um comércio anual de quase US$ 30 bilhões com os EUA.
Milei, que tem se alinhado a Trump e participado de eventos conservadores nos EUA, agora enfrenta a vulnerabilidade econômica de seu país. Juan Cruz Diaz, analista político, ressalta que, apesar da relação próxima com Trump, Milei precisa estabelecer uma base diplomática sólida para mitigar os efeitos das tarifas. As próximas semanas serão cruciais para a Argentina, que busca um acordo para evitar os impactos negativos das novas tarifas, que entrarão em vigor em 12 de março.
Na próxima semana, Milei terá a oportunidade de negociar durante a Conservative Political Action Conference (CPAC), onde planeja se encontrar com Trump. A história sugere que acordos anteriores foram possíveis, como quando Trump isentou a Argentina de tarifas após um acordo com o ex-presidente Mauricio Macri. No entanto, Trump declarou que as tarifas serão aplicadas “sem exceções”, complicando a situação para Milei, que enfrenta uma média de tarifas de importação de 13,5% na Argentina, em comparação com 3,5% dos EUA.
A pressão sobre Milei é intensa, pois sua presidência se baseia na promessa de revitalizar a economia argentina. Embora a inflação tenha caído de 200% para 84,5% em janeiro, as ameaças tarifárias geram apreensão entre empresas argentinas, como a Aluar e a Tenaris SA. Além disso, uma pesquisa recente indica que quase metade dos argentinos acredita que a reeleição de Trump terá um impacto negativo sobre o país, refletindo a divisão da população em relação a laços mais estreitos com os EUA, ao contrário de seus vizinhos na América Latina.
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