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Conselho Evangélico da Venezuela defende liberdade religiosa e separação entre Igreja e Estado

- O regime de Nicolás Maduro convocou reunião com líderes religiosos para discutir status de igrejas. - O Conselho Evangélico da Venezuela reafirmou compromisso com liberdade religiosa e separação Igreja-Estado. - José Piñero criticou interferência estatal e burocratização das atividades religiosas. - Piñero defendeu que a igreja deve ser sustentada por dízimos, não por recursos estatais. - Maduro busca apoio político através de iniciativas religiosas e eventos com líderes evangélicos.

Em uma reunião convocada pelo regime de Nicolás Maduro, o Conselho Evangélico da Venezuela (CEV) reafirmou seu compromisso com a liberdade religiosa e a separação entre Igreja e Estado. José Piñero, diretor executivo da CEV, destacou a importância da independência da comunidade evangélica em relação a interferências estatais, afirmando: “Acreditamos na separação entre igreja e […]

Em uma reunião convocada pelo regime de Nicolás Maduro, o Conselho Evangélico da Venezuela (CEV) reafirmou seu compromisso com a liberdade religiosa e a separação entre Igreja e Estado. José Piñero, diretor executivo da CEV, destacou a importância da independência da comunidade evangélica em relação a interferências estatais, afirmando: “Acreditamos na separação entre igreja e estado, mas também na responsabilidade cívica dos cristãos”.

Piñero também expressou preocupações sobre a burocratização da gestão estatal da igreja, ressaltando que o Estado deve ser um facilitador, não um controlador. Ele enfatizou que a igreja deve ser sustentada por dízimos e ofertas, e não por recursos estatais, afirmando: “Não estamos procurando que o estado apoie ou favoreça nenhuma religião com regalias”.

A reunião, realizada em 10 de fevereiro, contou com a presença do Vice-Ministro de Instituições Religiosas e Cultos, Dr. Edgar Arteaga, e teve como objetivo discutir a mudança de status de associações civis para igrejas. O regime de Maduro busca ganhar apoio entre os líderes religiosos, promovendo iniciativas como a Marcha para Jesus e capelanias em prisões, além de um polêmico acordo para levar a mensagem de Jesus Cristo a centros penitenciários.

Piñero concluiu reafirmando o compromisso do CEV com a verdade, a justiça e a liberdade religiosa, pedindo ao Estado que trate todas as denominações de forma igualitária. Ele ressaltou que a essência da democracia é a igualdade perante a lei, independentemente da religião.

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