O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou nesta segunda-feira, 17, seu compromisso com o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “assumir” a Faixa de Gaza. Em declarações controversas, Trump sugeriu que os EUA tomariam controle da região e forçariam o deslocamento de palestinos, o que foi criticado por grupos de direitos humanos […]
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou nesta segunda-feira, 17, seu compromisso com o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “assumir” a Faixa de Gaza. Em declarações controversas, Trump sugeriu que os EUA tomariam controle da região e forçariam o deslocamento de palestinos, o que foi criticado por grupos de direitos humanos como uma tentativa de “limpeza étnica”. Netanyahu declarou: “Assim como me comprometi, no dia seguinte à guerra em Gaza, não haverá nem Hamas nem Autoridade Palestina”.
Essas declarações surgem em um contexto de tensão no cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que quase desmoronou na semana passada após o grupo palestino anunciar a postergação da libertação de reféns. Netanyahu havia ameaçado retomar os conflitos caso o acordo não fosse cumprido. O Hamas, por sua vez, alegou que a decisão de adiar a libertação foi influenciada por bombardeios israelenses e a demora no retorno de palestinos deslocados.
Além disso, a firmeza de Netanyahu em relação ao plano de Trump ocorre após reportagens indicando que o Hamas pretendia que a Autoridade Palestina assumisse a responsabilidade pela Faixa de Gaza após o conflito. O Egito, mediador dos acordos, estaria influenciando esses preparativos, que incluem a criação de um comitê temporário para supervisionar a reconstrução da região devastada.
Trump, por outro lado, planeja deslocar palestinos para países árabes, como Jordânia e Egito, e manter o controle dos EUA sobre Gaza a longo prazo, visando trazer “estabilidade” e benefícios econômicos à região. Ele não descartou a possibilidade de enviar tropas americanas, afirmando: “No que diz respeito a Gaza, faremos o que for necessário. Se for necessário, faremos isso”.
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