Um grupo de ativistas conhecido como “Omas gegen Rechts” (Avós contra a Extrema Direita) está se mobilizando na Alemanha para defender a democracia e combater discursos nacionalistas e antimigrantes, especialmente em vista das eleições parlamentares marcadas para 23 de fevereiro. Com gorros de lã feitos à mão como símbolo de sua luta, essas mulheres, que […]
Um grupo de ativistas conhecido como “Omas gegen Rechts” (Avós contra a Extrema Direita) está se mobilizando na Alemanha para defender a democracia e combater discursos nacionalistas e antimigrantes, especialmente em vista das eleições parlamentares marcadas para 23 de fevereiro. Com gorros de lã feitos à mão como símbolo de sua luta, essas mulheres, que variam entre sessenta e noventa anos, têm se reunido em manifestações que atraem centenas de milhares de participantes em várias cidades. O movimento, que existe desde 2018, surgiu em resposta ao crescimento do partido de extrema direita AfD, que pode alcançar um número recorde de votos.
Gabi Heller, uma das líderes do grupo em Nuremberg, expressa seu desejo de preservar a democracia para as futuras gerações, afirmando: “Tive a sorte de viver em paz e democracia por 58 anos”. Ela critica a ideia de que os problemas sociais podem ser atribuídos aos fluxos migratórios, considerando essa visão como “um completo absurdo”. Eva-Maria Singer, de 73 anos, também compartilha suas preocupações, lembrando que sua geração acreditava ter erradicado o nazismo, mas agora percebe que ele está ressurgindo.
O AfD, fundado em 2013, representa uma ruptura na política alemã e, embora tenha chances de conquistar o segundo lugar nas eleições, sua capacidade de formar governo é limitada pela falta de aliados. O movimento “Omas” cresceu ao longo dos anos, contando atualmente com cerca de cem núcleos locais. Maja, uma ativista de 72 anos, relata que o grupo participou de mais de 80 manifestações no último ano, muitas delas contra o antissemitismo, motivada por experiências pessoais de sua família.
Recentemente, o primeiro congresso do “Omas” foi realizado na Turíngia, onde o AfD obteve o primeiro lugar nas eleições regionais. Heller destaca que, em Nuremberg, ainda é seguro se manifestar, enquanto Nicole Büttner, de 46 anos, elogia o compromisso dos veteranos, afirmando que “eles estão se mobilizando contra o racismo, a discriminação e a misantropia”, o que é inspirador e encorajador.
Entre na conversa da comunidade