O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se dirigiu a líderes de organizações judaicas em Jerusalém, destacando a força de Israel e sua aliança com os Estados Unidos. O discurso ocorre em um momento em que a tregua em Gaza se aproxima de um mês e as negociações para a segunda fase do acordo de cessar-fogo […]
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se dirigiu a líderes de organizações judaicas em Jerusalém, destacando a força de Israel e sua aliança com os Estados Unidos. O discurso ocorre em um momento em que a tregua em Gaza se aproxima de um mês e as negociações para a segunda fase do acordo de cessar-fogo estão pendentes. Netanyahu se reuniu com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, e expressou otimismo sobre a continuidade das negociações, apesar de desafios significativos, como a desmilitarização de Gaza e a troca de reféns.
O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, afirmou que Israel não aceitará um modelo semelhante ao do Hezbollah em Gaza e exigirá a desmilitarização total do enclave. As negociações para a segunda fase, que deveriam ter começado antes do término da primeira fase em 2 de março, ainda não foram oficialmente iniciadas, segundo informações do Catar. A situação é complexa, com Israel ciente de um plano alternativo dos Estados árabes que visa combater a proposta de reconstrução de Gaza sob controle dos EUA.
Protestos em Israel marcaram os 500 dias desde o ataque do Hamas, com familiares de reféns exigindo a libertação dos sequestrados. Manifestações ocorreram em várias cidades, incluindo Tel Aviv e Jerusalém, onde os participantes pediram ao governo que não ignore o sofrimento das famílias. O acordo de cessar-fogo, mediado pelo Catar, Egito e EUA, prevê a libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinos, mas sua implementação enfrenta incertezas.
A terceira fase do acordo se concentrará na reconstrução da Faixa de Gaza, com estimativas da ONU indicando que serão necessários mais de US$ 53 bilhões. O rabino Avidan Freedman ressaltou a desconexão entre o governo e o público, enfatizando a necessidade de uma resposta mais ativa às demandas da população, que apoia a continuidade da trégua e a troca de reféns.
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