O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, alertou durante a Conferência de Segurança de Munique que os líderes europeus que se reúnem com Donald Trump devem ser parte de uma Europa forte, destacando que o ex-presidente dos EUA não aprecia aliados fracos. Até agora, apenas Giorgia Meloni e Viktor Orbán visitaram a residência de Trump em Mar-a-Lago. […]
O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, alertou durante a Conferência de Segurança de Munique que os líderes europeus que se reúnem com Donald Trump devem ser parte de uma Europa forte, destacando que o ex-presidente dos EUA não aprecia aliados fracos. Até agora, apenas Giorgia Meloni e Viktor Orbán visitaram a residência de Trump em Mar-a-Lago. Meloni, que participou de uma reunião convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron em Paris, demonstrou resistência ao comparecer, chegando atrasada e expressando descontentamento com a situação.
A cúpula de Paris, que durou três horas e meia, revelou divisões significativas entre os líderes europeus, especialmente sobre o envio de tropas de paz após um possível acordo com a Rússia. Enquanto Reino Unido e França defendem essa iniciativa, países como Itália, Espanha e Polônia mostraram-se reticentes. Macron evitou um comunicado conjunto ao final da reunião, dada a falta de consenso, e planejou uma nova reunião para incluir outros países da UE que se sentiram excluídos.
A insatisfação também se estendeu a países como República Checa e Romênia, que se sentiram marginalizados na cúpula. Um colaborador do primeiro-ministro checo criticou a atitude de Macron, considerando-a arrogante, e ressaltou que a República Checa acolheu um número significativo de refugiados ucranianos. A cúpula não conseguiu abordar as preocupações de segurança de forma eficaz, com o primeiro-ministro francês expressando ceticismo sobre sua utilidade.
Meloni, que mantém uma relação próxima com Trump, busca usar essa conexão para fortalecer sua posição na Europa. No entanto, sua recusa em se encontrar com Olaf Scholz e a escolha de se reunir com uma candidata da extrema direita na Alemanha indicam tensões em suas relações com outros líderes europeus. A primeira-ministra italiana, prestes a completar três anos de mandato, representa um enigma para seus principais parceiros na UE, que buscam uma estratégia comum diante da crise na Ucrânia.
Entre na conversa da comunidade