A China afirmou que uma “janela para a paz está se abrindo” na Ucrânia, durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, enquanto a administração Trump intensifica esforços para encerrar o conflito em colaboração com a Rússia. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, encontrou-se com seu homólogo russo, Sergey Lavrov, […]
A China afirmou que uma “janela para a paz está se abrindo” na Ucrânia, durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, enquanto a administração Trump intensifica esforços para encerrar o conflito em colaboração com a Rússia. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, encontrou-se com seu homólogo russo, Sergey Lavrov, em Joanesburgo, marcando as primeiras conversas de alto nível entre os dois países desde que Trump alterou a postura dos EUA sobre a guerra, favorecendo Moscou. A reunião ocorreu sem a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e levantou questões sobre um possível deslocamento no equilíbrio de poder global.
Wang expressou apoio a todos os esforços pela paz, incluindo o consenso recente entre os EUA e a Rússia, e destacou que é necessário abordar as “causas raízes” do conflito, uma referência implícita à OTAN. A invasão russa da Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, resultou em dezenas de milhares de mortes e o deslocamento de cerca de 10 milhões de pessoas, além de devastar cidades ucranianas e gerar acusações de crimes de guerra contra as forças russas.
A mudança na postura dos EUA foi evidenciada por comentários do conselheiro de segurança nacional de Trump, Michael Waltz, que expressou frustração com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por não aceitar um acordo econômico proposto. Waltz mencionou que Trump está insatisfeito com a falta de disposição de Zelensky para negociar, referindo-se a uma proposta que inclui a divisão de receitas de minerais raros da Ucrânia como pagamento por ajuda anterior.
A relação entre Trump e Zelensky tem se deteriorado, com Trump adotando uma retórica semelhante à do Kremlin, acusando a Ucrânia de iniciar a guerra e questionando a legitimidade de Zelensky. Em resposta, Zelensky enfatizou a importância de manter relações fortes com os EUA, destacando a necessidade de garantias de segurança e acordos eficazes para a economia e a segurança da Ucrânia.
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