Representantes de países árabes se reunirão nesta sexta-feira, 21 de fevereiro de 2024, em Riad, Arábia Saudita, para discutir uma estratégia de combate ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que visa o controle da Faixa de Gaza e a expulsão de palestinos sem direito de retorno. O encontro antecede a cúpula da […]
Representantes de países árabes se reunirão nesta sexta-feira, 21 de fevereiro de 2024, em Riad, Arábia Saudita, para discutir uma estratégia de combate ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que visa o controle da Faixa de Gaza e a expulsão de palestinos sem direito de retorno. O encontro antecede a cúpula da Liga Árabe, marcada para 4 de março no Egito. O projeto de Trump foi criticado por grupos de direitos humanos, que o classificaram como uma tentativa de “limpeza étnica”.
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, convocou a reunião, que contará com a presença de representantes do Golfo, Egito e Jordânia. A agência de notícias estatal saudita, SPA, destacou que a pauta incluirá ações conjuntas árabes e decisões a serem tomadas na cúpula de emergência da Liga Árabe, convocada devido à situação em Gaza. Enquanto isso, países como Egito e Jordânia buscam alternativas para Gaza, propondo financiamento e supervisão na reconstrução do território, mantendo a população local e viabilizando a criação de um Estado Palestino.
A migração forçada de palestinos é vista como uma violação grave das convenções de Genebra e um crime de guerra, segundo o Tribunal Penal Internacional. Egito e Jordânia expressam preocupações sobre os impactos econômicos e sociais da entrada de palestinos deslocados. A proposta egípcia sugere um comitê de tecnocratas e líderes comunitários palestinos para governar Gaza, sem envolvimento do grupo Hamas, que, embora disposto a ceder o controle civil, rejeita a dissolução de sua ala militar.
O primeiro-ministro egípcio, Mustafa Madbouly, anunciou que o Cairo está elaborando uma proposta abrangente para a reconstrução da Faixa de Gaza, com um prazo estimado de três anos para a conclusão. Detalhes adicionais sobre os planos ainda não foram divulgados, mas a proposta visa estabilizar a região e evitar a migração forçada de palestinos para países vizinhos.
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