Em uma cerimônia repleta de simbolismo, o líder espiritual local conduziu rituais em dialeto Isan, enquanto os participantes, de joelhos em tapetes trançados, uniam suas mãos por uma única corda branca. O evento celebrava a volta de Surasak Rumnao, que passou mais de um ano como refém em Gaza. Ao seu lado estava Pongsak Thaenna, […]
Em uma cerimônia repleta de simbolismo, o líder espiritual local conduziu rituais em dialeto Isan, enquanto os participantes, de joelhos em tapetes trançados, uniam suas mãos por uma única corda branca. O evento celebrava a volta de Surasak Rumnao, que passou mais de um ano como refém em Gaza. Ao seu lado estava Pongsak Thaenna, também sequestrado durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ambos, que se apoiaram mutuamente durante os 15 meses de cativeiro, receberam bênçãos de familiares e amigos, que amarravam fios brancos sagrados em seus pulsos.
Surasak, de 32 anos, expressou sua nova perspectiva sobre a vida: “Sinto que a vida é muito mais valiosa agora”. Ele e Pongsak eram parte dos 251 reféns sequestrados, muitos deles trabalhadores migrantes de áreas rurais da Ásia, que buscavam melhores oportunidades em Israel. Os dois homens foram libertados em janeiro, sob um acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel. A festa de retorno em Ban Dung, sua cidade natal, foi marcada por um banquete com pratos típicos, mas também por preocupações com os reféns que ainda permanecem em Gaza.
Antes de ser sequestrado, Surasak trabalhava em fazendas israelenses, enviando dinheiro para sua família em Ban Dung, uma das províncias mais pobres da Tailândia. O impacto de sua renda era visível na comunidade, com novas construções surgindo. No entanto, sua vida mudou drasticamente em outubro, quando foi capturado ao tentar voltar para o trabalho. Durante o cativeiro, ele e Pongsak foram alimentados e mantidos juntos, mas a incerteza sobre a libertação era constante. Surasak tentou manter a esperança, interagindo com os sequestradores e acreditando que haveria uma saída.
O retorno de Surasak foi celebrado com rituais para restaurar seu espírito, uma prática comum após experiências traumáticas. Sua mãe, Kammee, expressou sua felicidade ao reencontrar o filho, que considera o pilar da família. Surasak, por sua vez, afirmou que não planeja retornar a Israel e deseja usar seus conhecimentos para melhorar a vida em sua cidade natal. No entanto, seus pensamentos permanecem com os reféns ainda em Gaza, esperando que os acordos de cessar-fogo sejam cumpridos e que todos possam ser libertados.
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