- A Starlink enfrenta maior competição no mercado de internet via satélite, incluindo a chinesa SpaceSail e o serviço de Jeff Bezos, Project Kuiper.
- A SpaceSail assinou acordo para operar no Brasil e iniciou negociações com mais de trinta países; recentemente começou a atuar no Cazaquistão, segundo a embaixada do país em Pequim.
- O Brasil também está em tratativas com o Project Kuiper e com a canadense Telesat, conforme autoridade brasileira envolvida nas negociações.
- A SpaceSail planeja lançar quinhentos e quarenta e oito satélites de órbita baixa neste ano e quinze mil até 2030, formando a constelação Qianfan, a primeira investida internacional da China em banda larga via satélite.
- A SpaceSail pretende oferecer internet estável para áreas remotas e em situações de emergência; a Starlink já opera com cerca de sete mil satélites e mira quarenta e dois mil até o fim da década.
A Starlink, de Elon Musk, enfrenta novos rivais no mercado de internet via satélite de alta velocidade. A SpaceSail, apoiada pelo governo chinês, firmou acordo para operar no Brasil e busca negócios em mais de 30 países. Paralelamente, o-backed pela Amazon, o serviço Project Kuiper também está no radar de negociações brasileiras junto à canadense Telesat.
A SpaceSail iniciou operações no Brasil após acordo assinado em novembro e, dois meses depois, passou a atuar no Cazaquistão, segundo a embaixada daquele país em Pequim. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro mantém conversas com Kuiper e Telesat para avaliar alternativas de conectividade de ponta.
No Brasil, autoridades explicam que o objetivo é ampliar o acesso à internet de alta velocidade em áreas remotas e comunidades isoladas, ampliando a oferta de serviços além da Starlink. As negociações envolvem diferentes atores do setor e permanecem em estágio exploratório.
Concorrentes internacionais e interesses brasileiros
A SpaceSail planeja lançar 648 satélites de órbita baixa neste ano, com projeção de chegar a 15 mil até 2030. A Starlink, até agora, tem cerca de 7.000 satélites ativos e mira 42 mil até o fim da década.
A iniciativa chinesa marca a primeira investida internacional da SpaceSail, batizada de Qianfan, ou Thousand Sails. Pequim já trabalha em mais de uma constelação de satélites e em projetos de foguetes para suportá-los.
Para o governo brasileiro, a ideia é testar concorrência para melhorar preços e qualidade dos serviços. Em contrapartida, autoridades relatam que não houve resposta formal de Kuiper, Telesat, SpaceSail ou do Ministério das Comunicações a pedidos de entrevista.
Pesquisadores estrangeiros destacam que o movimento chinês pode ampliar o alcance de ferramentas de vigilância na internet. Especialistas lembram que o domínio de mais espaços orbitais envolve riscos geopolíticos e de segurança digital.
A SpaceSail afirmou que o objetivo é oferecer internet confiável a mais usuários, especialmente em situações de emergência e desastres naturais. As empresas e o governo não divulgaram detalhes operacionais ou cronogramas de implementação.
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