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Gleisi Hoffmann denuncia ‘crime de lesa-pátria’ em projeto dos EUA contra Moraes

- Projeto "No Censors on our Shores Act" visa barrar entrada de Moraes nos EUA. - Gleisi Hoffmann critica a proposta como ataque à soberania brasileira. - Aprovado no Comitê Judiciário, projeto é resposta a decisões de Moraes. - Departamento de Estado dos EUA critica ações de Moraes em relação a redes sociais. - Consequências podem incluir tensões diplomáticas entre Brasil e EUA.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, criticou a aprovação de um projeto no Congresso americano que visa proibir a entrada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados Unidos. A proposta, aprovada no Comitê Judiciário da Câmara, foi celebrada por parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Gleisi afirmou que essa […]

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, criticou a aprovação de um projeto no Congresso americano que visa proibir a entrada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados Unidos. A proposta, aprovada no Comitê Judiciário da Câmara, foi celebrada por parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Gleisi afirmou que essa articulação é um “crime de lesa-pátria”, desafiando as instituições brasileiras e servindo a interesses estrangeiros.

O projeto, intitulado “No Censors on our Shores Act”, não menciona diretamente Moraes, mas estabelece que qualquer funcionário de governo estrangeiro que censure a liberdade de expressão de cidadãos americanos pode ser considerado inadmissível nos EUA. A iniciativa surgiu após Moraes suspender a plataforma X (antigo Twitter) no Brasil por descumprimento de ordens judiciais. O texto foi protocolado em setembro de 2023 e, para ser aprovado, requer o apoio da bancada republicana.

Durante a votação, o deputado Darrell Issa destacou que o projeto visa proteger os direitos de cidadãos americanos e criticou a censura imposta por Moraes. Ele afirmou que a proposta é um aviso para que países que desrespeitam a liberdade de expressão não esperem ser bem-vindos nos EUA. Em resposta, Moraes defendeu suas ações como combate ao discurso de ódio e à violação das leis brasileiras.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil está considerando uma resposta à crítica do Departamento de Estado dos EUA, que se referiu indiretamente à decisão de Moraes sobre a plataforma Rumble. O Itamaraty já enfrenta pressões de opositores e aliados de Bolsonaro que pedem retaliações contra o STF. A situação pode gerar tensões diplomáticas, especialmente com a tramitação de mais de 50 pedidos de impeachment contra ministros do STF, incluindo Moraes.

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