Uma pesquisa realizada pelo Barómetro de 40dB para El PAÍS e a Cadena SER revela que a maioria da sociedade espanhola condena o trumpismo. Aproximadamente oitenta por cento dos entrevistados consideram Donald Trump um político autoritário, manipulador e impulsivo. Além disso, mais da metade acredita que sua presidência prejudica grupos como mulheres, trabalhadores, imigrantes e […]
Uma pesquisa realizada pelo Barómetro de 40dB para El PAÍS e a Cadena SER revela que a maioria da sociedade espanhola condena o trumpismo. Aproximadamente oitenta por cento dos entrevistados consideram Donald Trump um político autoritário, manipulador e impulsivo. Além disso, mais da metade acredita que sua presidência prejudica grupos como mulheres, trabalhadores, imigrantes e a comunidade LGTBI+.
A pesquisa também indica que a maioria dos espanhóis se opõe a propostas de Trump, como transformar Gaza em área turística e negociar o fim da guerra na Ucrânia sem considerar os interesses da Ucrânia ou da União Europeia. Cerca de sessenta por cento dos entrevistados acreditam que sua volta ao poder terá um impacto negativo no ordem mundial, na segurança e na luta contra o mudança climática. A percepção é de que sua presidência não apenas afetará a economia espanhola, mas também fortalecerá a extrema direita no país.
O retorno de Trump gera sentimentos negativos em setenta por cento da população, com exceção dos eleitores do Vox, onde a opinião é mais favorável. Entre os eleitores do PP, sessenta e nove por cento rejeitam Trump, uma porcentagem semelhante à dos partidos de esquerda. Essa desaprovação não é exclusiva da Espanha; em outros países europeus, como a França, setenta por cento também se sentem inquietos com sua possível volta.
Uma macroenquete global realizada em novembro de 2024, após as eleições americanas, mostrou que a opinião pública em países como Dinamarca, Alemanha, França e Itália é predominantemente negativa em relação a Trump. No entanto, em regiões como o leste europeu, Brasil e Ásia, a percepção é mais otimista. Assim, a Espanha se destaca como uma exceção em um cenário global onde o retorno de Trump é visto com mais aceitação.
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