O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (3) que está aberto a considerar um acordo de livre comércio com a Argentina, destacando o presidente argentino, Javier Milei, como um “grande líder”. A declaração foi feita durante uma coletiva na Casa Branca, onde Trump também mencionou a importância de Milei em resgatar o […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (3) que está aberto a considerar um acordo de livre comércio com a Argentina, destacando o presidente argentino, Javier Milei, como um “grande líder”. A declaração foi feita durante uma coletiva na Casa Branca, onde Trump também mencionou a importância de Milei em resgatar o país do “esquecimento”. A possibilidade de um acordo surge em meio a ameaças de Milei de que a Argentina poderia deixar o Mercosul para facilitar negociações comerciais com os EUA.
Milei, que já havia manifestado a intenção de sair do Mercosul, argumentou que o bloco econômico tem beneficiado apenas o Brasil e que a Argentina precisa de um acordo comercial com os EUA para prosperar. Ele descreveu sua abordagem de “motosserra” como uma mudança de época, visando desregulamentar o Estado argentino. Durante um discurso, Milei também anunciou que a Argentina está próxima de um novo acordo com o FMI, que incluiria um empréstimo para eliminar controles cambiais.
Trump, por sua vez, confirmou que, a partir de terça-feira, aplicará tarifas adicionais de 25% sobre importações do México e Canadá, reforçando sua postura protecionista. Apesar de seu assessor, Mauricio Claver-Carone, ter minimizado a viabilidade de um acordo comercial com a Argentina, Trump deixou em aberto a possibilidade de negociações, destacando que a Argentina poderia ser a primeira a se juntar à nova política de reciprocidade comercial proposta por sua administração.
As declarações de Trump contrastam com a posição de Claver-Carone, que afirmou que o governo dos EUA não busca novos tratados de livre comércio, mas sim acordos justos e equitativos. Enquanto isso, Milei continua a pressionar por um acordo que poderia transformar as relações comerciais entre Argentina e EUA, mesmo diante das restrições impostas pelo Mercosul, que exige que negociações sejam feitas em bloco.
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