Os países árabes liderados pelo Egito aceitaram um plano para a reconstrução de Gaza, denominado “plano árabe abrangente,” em resposta à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que visa transformar a região na “Riviera do Oriente Médio.” A Casa Branca rejeitou o plano árabe, afirmando que ele não aborda a realidade de que […]
Os países árabes liderados pelo Egito aceitaram um plano para a reconstrução de Gaza, denominado “plano árabe abrangente,” em resposta à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que visa transformar a região na “Riviera do Oriente Médio.” A Casa Branca rejeitou o plano árabe, afirmando que ele não aborda a realidade de que Gaza é atualmente inhabitável, conforme declarado pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Brian Hughes. O plano árabe, que requer US$ 53 bilhões para a reconstrução, foi apresentado em uma cúpula de emergência em Cairo e busca marginalizar o Hamas, propondo o controle da Autoridade Palestina na região.
O documento de quase 100 páginas, chamado “Gaza 2030,” foi revisado por estados árabes e pede apoio internacional para sua implementação. Embora não especifique quem financiará o projeto, há expectativa de contribuições de países europeus e estados do Golfo, como Arábia Saudita e Catar. No entanto, o plano enfrenta críticas por não responder a questões cruciais sobre governança e o futuro do Hamas. Paul Musgrave, professor da Universidade de Georgetown, destacou que o plano pode ser uma “documento maravilhoso,” mas não é uma proposta séria devido à falta de respostas sobre a aceitação do Hamas e a disposição de Israel para um acordo político.
Israel criticou o plano, afirmando que ele não considera as realidades atuais e condicionou qualquer ajuda à liberação de todos os reféns israelenses pelo Hamas. A cúpula também apoiou a realização de uma conferência internacional para a reconstrução de Gaza, programada para este mês em Cairo, em colaboração com a ONU. Os estados árabes anunciaram a criação de um fundo fiduciário supervisionado pelo Banco Mundial para receber promessas financeiras de países doadores.
O plano de reconstrução é dividido em três fases, com um custo total de US$ 53 bilhões. A primeira fase, de seis meses, custará US$ 3 bilhões e focará na remoção de escombros, com a construção de abrigos temporários para 1,5 milhão de pessoas. A segunda fase, de dois anos, custará US$ 20 bilhões e incluirá a construção de unidades habitacionais para 1,6 milhão de pessoas. A terceira fase, de dois anos e meio, custará US$ 30 bilhões e visa acomodar mais 1,2 milhão de pessoas, totalizando a capacidade para 3 milhões. O plano não menciona o futuro do Hamas, mas propõe uma administração transitória composta por tecnocratas. Os estados árabes também pediram a realização de eleições presidenciais e legislativas em todas as áreas palestinas dentro de um ano, caso as condições sejam favoráveis. Um oficial político do Hamas declarou que o grupo apoia as eleições, considerando-as uma oportunidade para que o povo palestino escolha sua liderança.
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