- A primeira turma de trainees do Poder360 visitou a Embaixada da República Cooperativa da Guiana em Brasília e participou de roda de conversa com o embaixador Compton Bourne, na quinta-feira, 6 de março de 2025.
- Bourne disse que a Guiana é forte como o Brasil e contou com o Brasil e com o presidente Lula para assegurar a paz na região de Essequibo, reivindicada pela Venezuela, afirmando que não vê a situação como disputa territorial.
- A região de 160 mil quilômetros quadrados, administrada pela Guiana, representa 74% do território guianense e tem acesso estratégico ao Atlântico; o acesso por estradas brasileiras depende de autorização presidencial.
- Vernon Robinson, ministro conselheiro da Embaixada, afirmou que a Guiana quer ampliar relações com Brasil e Venezuela e espera que a democracia retorne na Venezuela para facilitar o diálogo na América do Sul.
- No Brasil, a operação de petróleo está travada desde o ano passado, após recomendação do Ibama de negar licença ambiental para a Petrobras perfurar na área, que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá e tem alto potencial de exploração.
O Poder360 concluiu a primeira etapa do seu programa de trainees com uma visita à Embaixada da República Cooperativa da Guiana, em Brasília. A atividade ocorreu nesta quinta-feira (6.mar.2025) e incluiu uma roda de conversa com o embaixador Compton Bourne. O encontro explicou o papel da Guiana na região e a relação com o Brasil e a Venezuela.
O embaixador ressaltou a importância estratégica da Guiana e indicou que considera a tensão com a Venezuela não como uma disputa territorial entre os dois países, embora a Venezuela tenha feito reivindicações sobre a região de Essequibo. Bourne destacou o apoio brasileiro para promover a paz na área.
A delegação de trainees ouviu ainda o representante da Embaixada, Vernon Robinson, que afirmou a intenção de ampliar as relações com o Brasil e com a Venezuela, desde que haja retomada de uma democracia estável no continente. A conversa abordou também o papel da Guiana na região e o interesse de Brasil e Venezuela em ampliar o diálogo.
MARGEM EQUATORIAL
O embaixador destacou que o Brasil planeja explorar a Margem Equatorial e desenvolver a região Nordeste, citando a atuação da Guiana como referência. O Power360 já mostrou que a Guiana foi pioneira na exploração de petróleo na região, iniciando em 2015 com a ExxonMobil. Até o momento, houve anúncios sucessivos de descobertas com volumes significativos.
No Brasil, a operação de exploração está iniciada, mas enfrenta entraves. Técnicos do Ibama recomendaram manter a negativa para a emissão de licença ambiental para perfuração pela Petrobras no local. A área compara com o território que vai do Rio Grande do Norte aos estados do Amapá.
A área de interesse se estende por grandes trechos da costa, com potencial de petróleo expressivo. O tema é parte de discussões entre Brasil, Guiana e outros parceiros regionais sobre energia, infraestrutura e cooperação regional.
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