Em 3 de dezembro, Han Dong-Hoon, então líder do Partido do Poder Popular (PPP) da Coreia do Sul, ouviu um comunicado de emergência do presidente Yoon Suk-Yeol, que anunciou a declaração de lei marcial para combater “forças anti-estatais” e simpatizantes da Coreia do Norte. Han, que era visto como um dos aliados mais próximos de […]
Em 3 de dezembro, Han Dong-Hoon, então líder do Partido do Poder Popular (PPP) da Coreia do Sul, ouviu um comunicado de emergência do presidente Yoon Suk-Yeol, que anunciou a declaração de lei marcial para combater “forças anti-estatais” e simpatizantes da Coreia do Norte. Han, que era visto como um dos aliados mais próximos de Yoon, ficou alarmado e temia que a situação pudesse resultar em um “banho de sangue”. Após o anúncio, o líder do Partido Democrático convocou protestos em frente à Assembleia Nacional, onde milhares se reuniram, resultando em confrontos com a polícia.
A decisão de Yoon pegou muitos de surpresa, inclusive membros de seu próprio partido. Han, que inicialmente se opôs à lei marcial, acabou liderando um movimento para revogar a ordem, o que culminou em sua participação na impeachment de Yoon, que gerou críticas e o rotulou de “traidor” por alguns membros do PPP. Apesar das repercussões, Han afirmou não ter arrependimentos sobre suas ações, destacando a dor de ver a relação com Yoon se deteriorar após anos de parceria.
Yoon, que enfrentou uma série de escândalos e uma derrota significativa nas eleições parlamentares, se recusou a renunciar, mesmo após o pedido de impeachment. Han, que inicialmente se opôs ao impeachment, mudou de posição ao surgirem alegações de que Yoon havia ordenado prisões de figuras políticas, incluindo ele mesmo. Após apoiar a segunda tentativa de impeachment, Han expressou que sua decisão foi necessária para o progresso da Coreia do Sul, apesar da dor que causou.
Após a suspensão de Yoon, Han renunciou à liderança do PPP e lançou um livro intitulado “O Povo em Primeiro Lugar”, que se tornou um best-seller e reflete sobre os eventos tumultuados que se seguiram à declaração de lei marcial. O livro também sugere suas ambições políticas futuras, incluindo a proposta de reforma constitucional e a redução do mandato presidencial de cinco para quatro anos. No entanto, sua popularidade caiu drasticamente, com uma recente pesquisa mostrando apenas 6% de aprovação para sua candidatura à presidência, em contraste com 22% em janeiro de 2024. Han, por sua vez, minimiza a ideia de que o livro seja uma manobra política, enfatizando seu desejo de compartilhar suas experiências e pedir desculpas ao povo sul-coreano pelo impacto de suas ações.
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