O Canadá anunciou tarifas retaliatórias sobre produtos dos Estados Unidos no valor de 30 bilhões de dólares canadenses (aproximadamente US$ 20,8 bilhões), em resposta à imposição de tarifas de 25% sobre aço e alumínio pelo governo Trump. As autoridades canadenses devem divulgar detalhes das medidas nas próximas horas. Simultaneamente, a União Europeia também anunciou tarifas […]
O Canadá anunciou tarifas retaliatórias sobre produtos dos Estados Unidos no valor de 30 bilhões de dólares canadenses (aproximadamente US$ 20,8 bilhões), em resposta à imposição de tarifas de 25% sobre aço e alumínio pelo governo Trump. As autoridades canadenses devem divulgar detalhes das medidas nas próximas horas. Simultaneamente, a União Europeia também anunciou tarifas sobre € 26 bilhões em importações dos EUA, que entrarão em vigor em 1º de abril. As tarifas da UE incluem produtos como bourbon e motocicletas Harley-Davidson, além de outras mercadorias agrícolas.
O Canadá já havia apresentado uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas dos EUA, considerando-as incompatíveis com as obrigações comerciais internacionais. O país é o principal fornecedor de aço e alumínio para os EUA, e as tarifas podem impactar significativamente as exportações. As tarifas impostas pelos EUA devem elevar os preços de cerca de US$ 150 bilhões em importações, afetando diretamente os lucros de montadoras americanas, como Ford e General Motors.
As tarifas de 25% sobre aço e alumínio, que entraram em vigor após a expiração de isenções, têm potencial para aumentar os preços do aço em até 16% e do alumínio, que já está em alta, quase dobrar. Especialistas alertam que as montadoras podem enfrentar uma retração de 3% a 4% em seus lucros operacionais se não conseguirem repassar os custos aos consumidores. A Toyota e a Subaru também devem sentir os efeitos, com perdas menores, mas significativas.
A resposta canadense ocorre em um contexto de crescente tensão comercial entre os dois países, exacerbada por declarações de Trump sobre a possibilidade de anexar o Canadá como o 51º estado dos EUA. O governo canadense, liderado pelo ministro das Finanças Dominic LeBlanc, enfatizou a necessidade de se defender contra as tarifas, que estão causando desordem em uma relação comercial historicamente forte. A incerteza gerada por essa guerra comercial pode impactar negativamente o crescimento econômico do Canadá, levando até a cortes nas taxas de juros.
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