O aumento das tarifas sobre importações de aço e alumínio dos Estados Unidos, anunciado pelo presidente Donald Trump, entrou em vigor nesta quarta-feira, 12 de junho de 2024. As tarifas são de 25% e afetam uma ampla gama de produtos, incluindo itens como porcas, parafusos e latas de refrigerante. O Brasil, sendo o segundo maior […]
O aumento das tarifas sobre importações de aço e alumínio dos Estados Unidos, anunciado pelo presidente Donald Trump, entrou em vigor nesta quarta-feira, 12 de junho de 2024. As tarifas são de 25% e afetam uma ampla gama de produtos, incluindo itens como porcas, parafusos e latas de refrigerante. O Brasil, sendo o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, também será impactado, levando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a considerar medidas para proteger o setor siderúrgico nacional.
Em resposta, a Comissão Europeia anunciou que imporá tarifas compensatórias sobre produtos dos EUA, totalizando até 26 bilhões de euros (aproximadamente US$ 28 bilhões), a partir do próximo mês. O Canadá, por sua vez, planeja aplicar tarifas retaliatórias de cerca de US$ 20,6 bilhões a partir de quinta-feira, 13 de junho, abrangendo produtos como computadores e equipamentos esportivos, conforme declarado pelo ministro das Finanças, Dominic LeBlanc.
A China também se manifestou, afirmando que tomará medidas para proteger seus interesses, considerando as tarifas uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio. O Ministério das Relações Exteriores da China criticou a política de Trump, especialmente em relação às tarifas sobre produtos químicos usados na produção de fentanil, e pediu que os EUA não utilizem essa questão como moeda de troca.
Líderes de outros países, como o chanceler alemão Olaf Scholz e o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, expressaram descontentamento com as tarifas, mas enquanto Scholz prometeu uma resposta rápida da União Europeia, Albanese optou por não retaliar. O Reino Unido, embora decepcionado, ainda não anunciou medidas contra as tarifas, enquanto a Suíça e o Japão monitoram a situação de perto, buscando manter boas relações comerciais com os EUA.
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